A pesquisa realizada pela Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) apontou que as crianças que foram amamentadas por um período superior a um ano possuem maior escolaridade (10% de diferença) do que àquelas amamentadas por menos de um mês. O grupo de pesquisa é liderado por Cesar Victora e por Bernardo Hortas. O trabalho contou com financiamento do Ministério da Saúde, do CNPq, da FAPERGS, além das entidades estrangeiras Wellcome Trust e o International Development Research Center.

Os pesquisadores acompanharam os dados de 6 mil crianças que nasceram em Pelotas, no estado do Rio Grande do Sul, no ano de 1982. Os testes, quatro ao todo, foram feitos durante esse período.

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No último, que contou com quase 3.500 dos voluntários do estudo, foram aplicados avaliações de QI, renda e escolaridade.

Bernardo Horta ressaltou que o trabalho teve o cuidado de retirar qualquer fator social que interferisse nos dados coletados e que foi feito em todas as classes sociais. Ainda disse que a crítica feita sobre estudos em países desenvolvidos reside, muitas vezes, na dificuldade de separar as questões socioeconômicas. A pesquisa do grupo da Universidade Federal de Pelotas teria conseguido executar isso, segundo Horta. As informações são do jornal Estado de São Paulo.

No quesito renda, a pesquisa concluiu que crianças amamentadas por mais tempo são adultos com poder econômico superior - 33% a mais do que aqueles que foram alimentados com leite materno por menos de um mês.

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Já sobre o QI, a conclusão foi de que os que amamentaram por um tempo maior possuem um nível de três pontos a mais do que a média.

Segundo os pesquisadores, dentre os fatores para esses resultados favoráveis ao aleitamento materno possivelmente estão: a presença, no leite materno, de ácidos graxos saturados e o aumento do vínculo entre as mães e os bebês.

Para os pesquisadores a dúvida sobre se os efeitos positivos da amamentação chegariam à vida adulta foi esclarecida com o estudo. O artigo com os resultados foi publicado ontem, quarta-feira, 18, pela revista The Lancet Global Health e pode ser conferido no site da mesma. #Educação #Finança