Muitas pessoas ainda sentem calafrios ao ouvir a palavra AIDS ou vírus do HIV. Por ser uma doença autoimune e que ainda não tem cura, os portadores da doença são estigmatizados na sociedade, pois ainda há certo preconceito e, também, falta de conhecimento por parte cidadãos. Apesar de não existir cura, os infectados podem ter uma vida normal, tomando coquetéis de medicamentos que ajudam a controlar a doença.

Visando a cura, ou mesmo, melhorias na qualidade de vida destes pacientes, cientistas sempre estão em busca de anticorpos que funcionem na luta contra esta doença. Assim, esta semana, teve uma importante notícia no mundo científico: a descoberta de um anticorpo que neutraliza o vírus do HIV. Cientistas da Universidade de Rockefeller, em Nova York, comemoraram a descoberta, já que os pacientes infectados pelo HIV foram testados com o anticorpo e, para surpresa de todos, tiveram a carga deste reduzida a números extremamente baixos.

O anticorpo 3BNC117 foi criado a partir do sistema imunológico de um paciente infectado com o vírus, entretanto, o HIV não conseguiu se desenvolver.

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Assim, os cientistas isolaram o anticorpo e realizam a clonagem deste, para então, poder aplicá-lo nos pacientes soronegativos e soropositivos.

Uma dose do anticorpo foi aplicada em 29 pacientes, sendo 12 soronegativos e 17 soropositivos e, pela primeira vez, resultados tão positivos foram possíveis em se tratando do vírus do HIV, mesmo que provisórios: em apenas uma semana o vírus chegou a cair em 99%.

O fato do anticorpo não ter funcionado a longo prazo não significa que as pesquisas cessaram. Pelo contrário, o 3BNC117 ter conseguido diminuir o HIV em 99% serve de estímulo para o grupo de pesquisadores, que agora o combinará com outros anticorpos para surtir efeito sobre a doença e, quem sabe, descobrir, finalmente, a cura para a AIDS.

O grupo de cientistas responsáveis pela descoberta é, inclusive, liderado por uma brasileira, Marina Caskey, que tem a companhia de Michel Nussenzwei, também brasileiro.

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Vale lembrar que no ano de 2013, médicos da Universidade do Mississipi anunciaram que um bebê, infectado pela mãe durante o período de gravidez, foi curado funcionalmente. #Medicina