A Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia lembrou ontem o Dia Mundial da Doença de Parkinson e aproveitou para colocar algumas informações que colaboram para a identificação desse mal que prejudica a qualidade de vida das pessoas mais velhas. Esta atividade, de identificação dos sintomas da doença, é uma das que apresenta maior dificuldade.

Os sintomas mais comuns acontecem quando a pessoa já está atacada pelo mal. O tremor e a lentidão nos movimentos são os efeitos observáveis mais comuns.

Um dos profissionais mais conceituados na área, o geriatra José Elias Pinheiro, estes sintomas são associados pelas pessoas à idade avançada e acabam por não levar em conta que o mal de Parkinson está instalado.

Publicidade
Publicidade

Os tremores, rigidez ou instabilidade na postura da pessoa são acompanhados por depressão, apatia, face inexpressiva e alterações na pele. As pessoas que tem familiares ou amigos nesta situação descrevem uma situação que os entristece.

Estudos ainda não levaram a um processo de cura e, na atualidade ela é uma doença progressiva e incapacitante, tratada com paliativos que apenas adiam os resultados finais. O processo é lento e pode durar cinco, dez anos ou ainda mais tempo.

O tratamento é caro por exigir um processo terapêutico multifuncional, no qual o paciente é submetido à atendimento por psicólogos, tratamento por uma série de medicamentos de custo elevado, tratamento de fisioterapia muitas vezes não cobertos integralmente pelos planos de saúde, tratamentos fonoaudiólogos para recuperação da capacidade da fala.

Publicidade

A doença tem tratamento em casa ou em hospitais dia e envolve os familiares. Aqueles que são abandonados acabam por ter um final de vida triste e de grande sofrimento vividos por eles próprios e por todas as pessoas envolvidas. O geriatra recomenda atenção aos seguintes sintomas: lentidão nos movimentos, agitação ou tremor quando em repouso, rigidez dos braços, das pernas e do tronco, problemas com equilíbrio e quedas, irritabilidade e mau humor, problemas visuais, de memória, psicose e alucinações, prisão de ventre, suor excessivo em mãos e pés, perda de olfato, distúrbios do sono.

É recomendável que ao observar alguns destes sintomas, amigos ou familiares recomendem que a pessoa procure um geriatra. Apesar da inevitabilidade do progresso da doença, pelo menos nos anos próximos, até alguma solução ser encontrada, é possível dar ao doente melhor qualidade de vida, quando o tratamento é iniciado nas fases iniciais da doença.

Que neste dia mundial de lembrança da doença, as pessoas adquiram consciência sobre a gravidade do fato. #Medicina