Pergunte a você mesmo, esteja ou não nesta categoria, se concorda quando, penalizado, alguém lhe diz com convicção: é dos carecas que elas gostam mais. A pessoa pode concordar por educação ou porque assumiu, por conta própria, "aumentar o tamanho de sua testa até o extremo da cabeça". Porém, grande parte delas não irão gostar, principalmente, se o fato é devido a alguma doença, que a pessoa assumiu a contragosto.

Poucos dias atrás, foi divulgada uma nova pesquisa. Ela apresentou elevados números que apontam que 50 milhões de homens americanos (aqui vamos supor que os brasileiros agem de forma similar), desistiram de lutar contra a perda de cabelo genética.

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Para estes surge uma luz no fundo do túnel. Foi descoberta uma molécula (lamininas-511) que transmite uma mensagem para os folículos pilosos iniciarem o ciclo de crescimento. A pesquisa foi desenvolvida pelo Dr. Ronald Cristal, presidente da medicina genética no New York Presbyterian Weill Cornell Medical Center, em Nova Iorque.

Os homens podem sorrir tranquilos. Ela não se aplica somente à questões de perdas genéticas, mas também funciona em casos de pessoas queimadas e outras que estiveram em tratamento de tumores cancerígenos. Alguns pesquisadores sorriram quando souberam que a pesquisa foi desenvolvida em ratos, que têm um processo de crescimento de cabelos diferente do apresentado pelos homens. É claro que a brincadeira foi para a grande rede, colocando sob desconfiança questões genéticas de pessoas que tivessem uma grande evolução no crescimento de cabelos.

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Brincadeiras à parte, o processo poderia funcionar também para a calvície devido ao envelhecimento, que parece ter sido a motivadora da pesquisa desenvolvida por Cristal. Os cientistas antecipam que o processo deve demorar pelo menos dois anos até que possa ser vendido para pacientes, que querem recuperar os cabelos perdidos. Como as lamininas-511 são produzidas pelo próprio organismo humano, a aprovação não deverá encontrar maiores problemas ou restrições. #Opinião