Se você já teve um amigo, ou alguém de sua família, com demência sabe como é sofrido o acompanhamento a uma pessoa atingida por este mal e o grande preconceito que as pessoas assim diagnosticadas sofrem. Estudos divulgados há dois dias pelo Dr. Dimitry Davydow, da Universidade de Washington School of Medicine, em Seattle, mostram um relacionamento entre diferentes doenças que podem ajudar a identificar a demência ainda em estado inicial.

Dr. Drauzio Varela assinala que pior ainda do que a doença é a sua associação a loucura. A demência se circunscreve, segundo o médico: a definir quadros de deficiência cognitiva persistente e progressiva.

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O indivíduo nestas condições ainda mantém a consciência do mundo que o cerca até estágios avançados da doença. É uma doença que não tem cura, com a tecnologia que hoje os médicos têm a sua disposição. Mas um tratamento em fases iniciais pode retardar a evolução do processo.

Mais de 2 milhões de pessoas foram examinadas, todas com 50 anos ou mais. 2% dos pacientes desenvolveram demência em um período de seis anos, tempo que durou o estudo. Entre os que desenvolveram a demência, 16% apresentavam depressão e mais de 11% eram portadores de diabetes 2. Em complemento, 7% tinham os dois males. Para quem tem diabetes o risco da demência fica aumentado em 20%, e para quem tem depressão o risco aumenta para 80%. De forma complementar, o estudo concluiu que este fato ocorre com mais frequência em pessoas até 65 anos.

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O estudo sugere uma conclusão que aponta para a tomada de cuidados adicionais em pessoas com depressão para evitar o risco da demência. Quando acontece de estas pessoas terem diabetes 2, o estudo comprovou os riscos aumentados. O que é possível concluir é que, caso o paciente tenha estes sintomas, exames que detectam a presença da demência sejam feitos e as medicações aplicadas antes que o processo atinja um ponto em que não há mais como deter a velocidade do curso da doença.

Assim, a prevenção da diabetes 2 e da depressão associada deve ser desenvolvida para evitar a multiplicação de casos de demência de modo que seja possível dar a estas pessoas melhores condições de vida, ainda que se tenha a consciência que a doença é incurável.