Foi-se o tempo em que as drogas se limitavam ao crack, cocaína e maconha. Todos os dias, novas substâncias são desenvolvidas, criadas, descobertas e ganham mais e mais usuários em todo o mundo. Recentemente, ouviu-se muito falar sobre a Krokodil: Criada nos anos 30, quando era conhecida como desmorfina. A krokodil começou a fazer sucesso há cerca de 10 anos e descobriu-se ser a droga mais poderosa e mortal até pouco tempo.

Uma explicação para o nome seria as consequências causadas por seu uso: assim como a heroína, a droga é injetável, e a formação química do krokodil é necrosa e destrói, de forma inacreditável, as veias com que tem contato.

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Isso explica o porquê grande parte dos usuários tem estimativa de vida entre 2 e 3 anos, após o início do vício: a substância escurece a pele, faz com que ela se descole dos ossos e caia. A aparência dos usuários é tão perturbadora que foi apelidada de "droga do zumbi". A "moda" começou na Rússia, mas já chegou a toda Europa e EUA, o que preocupa o mundo inteiro.

Não bastasse essa substância, recentemente foi descoberta uma nova droga, que, ao que parece, é a mais preocupante até o presente momento: a flakka.

Tudo começou quando policiais da Flórida, EUA, foram surpreendidos por um homem que tentava derrubar uma porta de vidro na entrada de um prédio. A razão para tanto desespero seria a chegada de um furacão, segundo o que esse homem afirmava. Tudo não passava de um delírio. Não passou muito tempo, os casos foram aumentando e um homem acabou empalado por uma grade quando dizia estar fugindo de assassinos.

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As alucinações foram comuns aos dois homens porque ambos tinham consumido flakka, que é, de certa forma, um coquetel de drogas que vem ganhando mais espaço nos EUA. A flakka pode ser considerada uma versão sintética da catinona, que causa agitamento e euforia. Pode ser injetada, inalada, fumada ou ingerida. Uma pequena dose já é o suficiente para aumentar o ritmo cardíaco e mudanças de comportamento - o usuário fica mais agressivo e psicótico.

O grande fator que contribui para a popularização da droga é o baixo custo. "Trata-se de um poderoso estimulante que se vende nas ruas por apenas US$ 5 a dose" , afirma o pesquisador da Universidade de Nova Southeastern, James Hall.