Uma pesquisa financiada pelo governo dos Estados Unidos e feita pelo Instituto Nacional sobre o Abuso de Drogas (NIDA), traz importantes resultados sobre os benefícios medicinais da maconha. Os resultados apontam para o poder da erva em matar células cancerígenas - informação divulgada pelo The Dailly Caller, na sexta (10).

O uso da maconha medicinal atualmente se restringe a alguns estados, outros já permitem o uso recreativo, mas o governo federal ainda proíbe. Mas por ter encomendado esse relatório já percebe-se que o governo começa a ficar antenado para os estudo que comprovam a eficácia da maconha através de seu uso medicinal.

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Segundo o NIDA, os estudos recentes em animais puderam mostrar que a erva é capaz de matar algumas células cancerígenas e também de reduzir o tamanho de outras delas, nesse último caso, evidências sugeriram que extratos da planta inteira podem fazer com que um dos mais graves tipos de tumores cerebrais seja encolhido e que, se esse método for utilizado junto com radiação, os efeitos serão ainda maiores.

Outros resultados de pesquisas sobre o uso da maconha

O neurocientista da Unifesp, Renato Filev, explicou que vários estudos vêm, ao longo do tempo, mostrando que há uma ação grande do uso de canabinoides no tratamento do câncer - desde a década de 1990, afirma o neurocientista. E ele ainda citou que houve resultados positivos em casos de tumores de mama, útero, tecidos hepáticos, entre outros.

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Já na Espanha, houve testes em humanos, feitos pelo pesquisador Manuel Gusmán, mas foi em apenas um grupo pequeno de pessoas, enquanto um resumo cita 41 referências dos efeitos da erva contra a doença - resumo publicado pelo Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos (NCI).

Há ainda uma outra relação entre o câncer e a maconha, que é a de pesquisas que revelaram que o uso natural da erva, principalmente quando fumada, poderia aumentar o risco de desenvolvimento de um tumor maligno. Com relação a isso, são citadas pelo NCI 13 referências, mas afirma que há resultados conflitantes entre os estudos e que faltam bases científicas. #Medicina