De acordo com pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde, realizada pela Vigitel (Vigilância para Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), o percentual de brasileiros acima do peso continua crescendo. Em 2013, eram 50,8% e, entre estes, 17,5% eram obesos. Hoje são 52,5% acima do peso, dos quais 17,9% são obesos. As informações foram coletadas nas 26 capitais do país e no Distrito Federal, através de 41 mil entrevistas.

Segundo médicos e especialistas, a obesidade é a causa de um grande número de doenças, entre elas, algumas crônicas e outras extremamente graves, tais como: diabetes, hipertensão arterial, doença coronariana (que pode levar a um ataque cardíaco), colesterol elevado, infertilidade, úlceras, pedras na vesícula biliar e câncer.

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Enquanto na França, o país da gastronomia, o índice de obesidade é de 17%, nos Estados Unidos chega a 35%.

Reconhecida como epidemia, nos EUA a doença começou a ser combatida através de campanhas lançadas por autoridades, como a Primeira Dama Michelle Obama, e celebridades, como o famoso chef inglês Jamie Oliver. O foco principal está nas crianças e na alimentação escolar, mas busca atingir o maior número possível de pessoas, a exemplo da campanha "Let's Move", lançada por Michelle há 5 anos. Além de incentivar a prática de exercícios físicos, tentam convencer a população de que é preciso trocar a "fast food" por comida saudável.

Em contraponto está a dieta mediterrânea que, segundo cientistas, é o melhor antídoto contra a obesidade. Prova disto é o baixo índice da doença em países como: França, Espanha, Portugal e Itália, apesar da massa e da pizza.

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A dieta, que inclui frutas, legumes, verduras, peixe, azeite de oliva e cereais, permite uma perda de peso gradativa e melhora a saúde em geral.

Aclamado por nutricionistas brasileiros como o nosso prato ideal, o arroz com feijão, acompanhado de salada e alguma carne grelhada, está perdendo espaço nas grandes cidades devido à falta de tempo, que leva as pessoas a optarem por lanches e comidas prontas, como lasanhas congeladas (campeãs de vendas do setor).

Com estes números em crescimento, está mais do que na hora do Brasil começar a combater o problema, ou o preço a ser pago em saúde pública será gigantesco.