A compilação dos resultados foi publicada em 30 de março. O seminário, organizado pelo Instituto Internacional da Cidade Nova (INTI), buscou analisar as questões dos resultados a que estará submetida a cidade com consequência da migração e superpopulação a que está submetida Shenzhen. A obtenção de dados ocorreu na própria cidade objeto do estudo com a intenção de analisar o que poderá acontecer quando as previsões de aumento da população finalmente atingirem os números previstos.

O seminário foi organizado, quando da visita do primeiro-ministro dos países baixos na cidade citada, que ocorreu na sexta-feira passada. O plano de urbanização do governo chinês que determina mudanças que poderão ocorrer no intervalo 2014-2020, ressalta que ela é atualmente a ferramenta mais importante para evitar o que algumas previsões colocam, que a cidade não terá condições de alimentar o número de habitantes previstos para o final deste período.

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A habitabilidade de Shenzhen não interessa apenas a ela, mas o governo está a utilizando como forma de captar informações que possam ser aplicadas em outras cidades que irão sofrer o mesmo problema, a se manter a taxa de natalidade atual. Em 2030 é esperado que 70% da população chinesa viva nas cidades (a taxa atual é 53,7%). Pelo menos mais de 100 milhões de habitantes rurais vão mudar para as cidades entre agora e 2020. A questão que originou as preocupações foi: como fornecer alimentação suficiente, segura e saudável para seus cidadãos e por extensão para cidadãos de todas as megacidades como Shenzhen?

A rápida urbanização deixa a responsabilidade para um número cada vez menor de agricultores, além do que o esgotamento da terra devido à degradação produzida nos anos anteriores traz preocupações sérias.

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O investimento em agricultura sustentável foi a única solução apresentada como viável.

Chega-se finalmente a razão da visita do primeiro-ministro holandês a Shenzhen. O setor agrícola holandês é um dos setores mais eficientes do mundo quando o assunto é produtividade. A proposta foi estabelecer, no encerramento do seminário, o intercâmbio de conhecimentos e experiências e o repasse destas informações em nível internacional, pois o mesmo problema deverá ser sentido em outros países.

Esta foi a principal razão da divulgação da proposta, relatar o que pode acontecer com as cidades que estão ameaçadas de superpopulação e que não são poucas e começar a partir de agora uma reprogramação e possível inversão do fluxo de migração das populações ribeirinhas para a capital, dando a elas condições de sustento, estudo e desenvolvimento profissional, para aumentar um contingente cuja principal função social será alimentar as cidades das quais serão os cinturões verdes.