Os estudos foram desenvolvidos por equipes financiadas pelo DARPA (Defense Advanced Research Projects Agency) junto a pesquisadores da universidade da Filadélfia (EUA) com o objetivo de desenvolver estimuladores cerebrais capazes de corrigir a memória de pessoas com epilepsia e com traumatismos crânio-encefálicos.

Ao se considerar que para cerca de 10 milhões de pessoas no mundo, que apresentam traumatismo crânio-encefálico, apresentam grandes dificuldades de retenção de memórias, o desenvolvimento de um dispositivo implantado no cérebro que auxilie na superação deste problema é, sob todos os aspectos, uma notícia auspiciosa.

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Este fato ocorre quando pequenos choques elétricos são aplicados por um dispositivo implantado no cérebro das pessoas com este tipo de problema. As experiências estão sendo desenvolvidas em pessoas que sofreram cirurgia cerebral. É outro dos muitos programas que estão sendo desenvolvidos e que revelam a intenção da ciência em descobrir como o cérebro funciona.

Ao sofrer qualquer tipo de agressão ao cérebro, algumas pessoas podem ter neurônios danificados o que abala os axônios, provocando uma separação entre eles. Matthew Kirschen, coordenador das pesquisas no Hospital Infantil da Filadélfia, considera que qualquer tipo de agressão sobre o processo denominado "axonal" pode prejudicar a memória. Outra equipe desenvolve trabalhos similares, também patrocinados pela DARPA. Michael Kahana parte para uma outra linha que estuda os mesmos efeitos em pacientes epiléticos, ampliando os resultados positivos que a pesquisa pode trazer.

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A malha de eletrodos implantada no cérebro dos pacientes, que utilizam por períodos variáveis entre 2 e 7 semanas, tendo eletroencefalogramas registrados e que calculam em que ponto do cérebro os sintomas têm início.

Jogos de memória, disponíveis nos computadores são utilizados para registrar as atividades de memória de pessoas que estão nas condições estudadas. Independente da complexidade do estudo, o que importa é registrar esta atividade como forma de dar, para os familiares das pessoas que tenham um dos dois tipos de anormalidade que os estudos abrangem, maiores esperanças que estas pessoas, os epiléticos e aqueles que sofreram algum tipo de traumatismo craniano, possam ter uma vida mais próxima de seus familiares, da sociedade, e aproveitem sensações de bem-estar das quais hoje em dia estão privados.