Brian Sharpless da Washington State University desenvolve estudos sobre uma síndrome que ataca um número cada vez maior de pacientes. Ela é conhecida como "síndrome da explosão da cabeça". Poupar pessoas, principalmente em fase de senescência, de graves incômodos foi o objetivo dos estudos revelados na semana que passou.

A tal da síndrome é caracterizada como uma sensação de dor cefálica intensa. O nome do mal vem do fato que parece que a cabeça irá explodir, com acompanhamento de luzes e barulho de explosão. A duração é curta, ocorre no início do sono e pode revelar algum distúrbio emocional que ocorre quando a pessoa está em estado de vigília.

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Ainda que seja considerada como um mal de caráter benigno, ela pode interromper o sono e não apenas uma vez por noite.

Geralmente o paciente acorda assustado e olha em volta, como se a procurar o culpado pelo fato, enquanto seu coração bate descompassadamente lhe trazendo a sensação que algo está para acontecer dentro de alguns segundos. Alguns rezam, outros apenas se persignam, alguns vão até na cozinha tomar um pouco de água, mas para todos a sensação é aborrecida e pode, se começar a ocorrer com frequência, trazer sérios problemas para a saúde da pessoa.

A medicina do sono, área médica recente trata do assunto. Para aqueles que pensarem que isto acontece com uma pessoa aqui, com outra ali, as experiências contrariam. Agora, com esta nova área da ciência e da divulgação de pessoas que aguentavam pacientemente durante longos períodos este problema, a situação se mostra mais comum do que se pensava.

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Quem ainda chegou nos cinquenta anos pode ficar tranquilo. As pesquisas de Sharpless mostraram que ela somente atinge as pessoas que já passaram desta idade, de acordo com os registros da Associação Americana do Sono.

O estudo foi publicado no Journal of Sleep Research. Outro resultado destacado é que este evento acontece quando o cérebro se desliga dos problemas do dia-a-dia, algo similar a um computador que apaga-se. O cérebro desliga sucessivamente o sistema motor, o sistema auditivo, e assim por diante até que após acontecer com os neurônios visuais, algo dá errado e, então acontece a síndrome da explosão do cérebro. É nestas ocasiões que, segundo Sharpless, acontecem estes ruídos que não são reais no ambiente onde a pessoa vive.

O pesquisador recomenda que, antes que as pessoas considerem estar enlouquecendo, devem procurar ajuda especializada. É importante saber que um grande número de outras pessoas sofrem ou já sofreram de tal mal. Dos 211 alunos estudados, um em cada cinco já tinha experimentado o fenômeno. Apesar que o episódio dura apenas alguns segundos, o efeito pode ser assustador. Infelizmente para quem sofre desta síndrome, ainda não existem remédios eficazes para os quais possam apelar.