Pioneira no mundo, a novidade foi apresentada pela EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) na 22ª edição da Agrishow, realizada em Ribeirão Preto-SP, entre 27 de abril a 1 de maio deste ano.

Os consumidores de congelados, como por exemplo pizzas, têm a vida cada vez mais facilitada. Antes de utilizar o forno, já não será necessário retirar aquela embalagem de plástico que normalmente reveste o produto. A película poderá ser um composto de tomate ou cebola que, depois de aquecida, acabará por se incorporar no tempero da pizza. O mesmo se aplica aos frangos congelados que os consumidores poderão comprar em supermercados já revestidos por algum tempero plástico.

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Existem muitas possibilidades para este tipo de produto, sobretudo com vegetais e frutas. Os cientistas da EMBRAPA já testaram alimentos plásticos elaborados com espinafre, tomate, mamão e goiaba, mas futuramente essa lista será enriquecida com uma gama imensa de outros produtos agrícolas.

A matéria-prima utilizada na fabricação deste plástico passa por um tipo de desidratação que lhe permite preservar todas as suas propriedades nutritivas. O produto mantém a mesma resistência e textura que o plástico convencional, mas por ser comestível traz uma série de vantagens para as indústrias alimentícias e de embalagens. Uma delas é a possibilidade de se reduzir o desperdício de alimentos. Frutas e verduras, mesmo estando em condições de consumo, muitas vezes não são comercializadas devido ao seu aspecto visual pouco atrativo.

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Agora poderão ser completamente aproveitadas.

O trabalho de pesquisa foi desenvolvido com o apoio da Rede de Nanotecnologia Aplicada ao Agronegócio (AgroNano) e contou com investimentos de aproximadamente R$ 200 mil. A nanotecnologia desempenha um papel fundamental em todo o processo. Para haver liga, é necessária a mistura de um nanomaterial com a fruta ou vegetal desidratados.

Os produtos ainda não têm prazo para chegar aos mercados, mas várias empresas já demonstraram interesse na produção desses plásticos comestíveis em escala comercial. Enquanto isso não acontece, é possível imaginar a revolução que a #Inovação tecnológica terá nas indústrias alimentícias e de embalagens.