Os surtos de dengue já são conhecidos. Faz tempo que acontecem sempre nesta época do ano. Muitas pessoas ouviam as notícias. Levavam um primeiro choque. Mas logo esqueciam o problema, assoberbados pela azáfama na qual se transformou a vida humana. Parece que nos dias atuais, as pessoas não mais vivem, apenas sobrevivem e participam de uma maratona, na qual, o prêmio por cada etapa vencida, é continuar a viver, ainda que sem proteção contra as balas perdidas e contra mosquitos oportunistas.

Antes, as notícias chegavam, mas tudo acontecia em bairros distantes, em outras cidades. Mas agora é comum que os vizinhos sejam atingidos.

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Parece que pelo menos em uma casa na rua de cada pessoa, há alguém deitado, com termômetro em mãos. Razão mais que justa para que as pessoas conheçam um pouco mais sobre esta doença, se ainda não foi bombardeada com a avalanche de informações colocadas nas mídias.

Quem a provoca? Um desconhecido, até pouco tempo: O Aedes Aegypti. Onde ele se reproduz? Em qualquer local onde haja um foco de água parada. Como se manifesta? Tudo começa na febre alta. A partir daí, é preciso ficar atento a qualquer outro sintoma anormal. O melhor mesmo é procurar atendimento médico. Apresentações feitas, é bom dar uma olhada no que está acontecendo ao redor.

Ela já foi estabelecida como epidemia em diversos estados (sete até o momento). Comparando o quadrimestre inicial de 2015 com o de 2014, o aumento do número de casos passa dos 200%.

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Por isso tenha atenção. Quando alguma equipe chegar até sua casa, a receba de braços abertos. Elas querem solucionar este grave problema. São Paulo é o estado com maior número de casos. A seguir vem Goiás, Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro (dados do Ministério da Saúde).

Há, porém, alvissaras. Uma empresa britânica de biotecnologia (Oxitec) criou em laboratório machos do mosquito geneticamente modificados de forma a não permitir a reprodução da espécie. Bons resultados são esperados.

Apesar disso, considera-se que a doença ainda pode se agravar. Então esteja atento. Não precisa se afastar dos atacados. Ela não se transmite por pessoas, objetos ou animais. Mas procure no quintal de sua casa, nas suas floreiras nas janelas dos edifícios, ou em qualquer outro local, onde possa se acumular água parada, um possível foco da doença. #Medicina