Já haviam sido expostos os tipos de Diabetes Mellitus e as suas causas, porém, torna-se pertinente uma análise mais aprofundada sobre cada um deles. O #Diabetes Melittus do tipo 1 (DM 1) caracteriza-se como uma #Doença crônica autoimune.

Uma doença autoimune é uma condição na qual o sistema imunológico não reconhece as células do organismo como próprias e ataca-as, visando a sua eliminação e destruição. Não se sabe ao certo como surgem essas doenças, mas é fato que estão relacionadas a problemas de ordem genética e ambiental.

No DM 1 há a destruição das células-beta pancreáticas responsáveis pela produção de insulina, comprometendo o metabolismo efetivo das moléculas de glicose no sangue.

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Isso acarreta a elevação dos níveis de glicose sanguíneos, levando ao desenvolvimento de outros problemas não menos preocupantes. O diabético tipo 1 depende, então, da aplicação diária da insulina exógena (produzida fora do corpo).

Normalmente, a destruição das células pancreáticas é mais rápida e intensa quando ocorre em crianças e adolescente, por isso a dificuldade no controle glicêmico nessa idade. Isso não significa que crianças e adolescentes podem apenas apresentar DM 1. É igualmente possível que desenvolvam DM 2, principalmente quando não há controle adequado da alimentação.

O indivíduo com DM 1 apresenta sintomas bem característicos. Além de apresentar os sintomas POLI (polidipsia, polifagia e poliúria), o diabético tipo 1 também sofre com perda de peso, fadiga, fome frequente, nervosismo e, por vezes, cetoacidose diabética.

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A cetoacidose diabética é uma condição na qual o excesso de glicose na corrente sanguínea leva à produção de acetona que é expelida pela respiração. Assim sendo, o paciente apresentará hálito de acetona. Trata-se de uma condição extremamente perigosa, podendo levar o paciente a óbito, caso não seja tratado corretamente.

Uma vez que o DM 1 envolve fatores genéticos, ele é de caráter hereditário. O professor e também biomédico Daniel Damiani aponta que cerca de 5% dos diabéticos do tipo 1 têm um parente de primeiro ou de segundo grau afetados. Além dos processos diagnósticos já mencionados (veja aqui), o diagnóstico do DM 1 envolve também a pesquisa de anticorpos contra componentes da ilhota de Langerhans (grupo de células do pâncreas).

Embora tenham que ser tomadas medidas preventivas ou de tratamento severas, é possível que o diabético do tipo 1 tenha uma vida tranquila. Porém, além de se ater às demais consequências do DM 1, deve igualmente ficar atendo à possibilidade de hipoglicemia. Ainda que haja quantidade excessiva de glicose no sangue, ela não está sendo metabolizada devido à insuficiência de insulina, que é o hormônio que promove a utilização da glicose pelas células do organismo.

Assim, o corpo entenderá que há falta de glicose no organismo e apresentará todos os sintomas correspondentes à hipoglicemia, podendo até levar ao desmaio, pois a principal fonte de energia do cérebro é a glicose. #Curiosidades