Diabetes é um termo que hoje em dia, representa um tabu. A desinformação e o medo levam as pessoas a não entenderem o que se passa com o seu organismo, quando são diagnosticadas com #Diabetes. O fato é que se pode viver tranquilamente sendo diabético. Basta seguir o #Tratamento da forma correta e promover uma mudança na qualidade de vida e da alimentação.

A má alimentação, aliada ao sedentarismo e outros fatores pode levar ao desenvolvimento do diabetes do tipo II.

O indivíduo que ainda não foi diagnosticado deve ficar atento aos seguintes sintomas:

  • Poliúria - Aumento da quantidade de urina e da freqüência urinária;
  • Polifagia - Aumento do apetite;
  • Polidipsia - Sede constante;
  • Perda de peso - DM tipo I;
  • Fraqueza;
  • Fadiga e cansaço excessivo;
  • Nervosismo;
  • Náuseas e vômitos;
  • Visão turva;
  • Cetoacidose diabética - Hálito com odor de acetona;
  • Cicatrização ineficaz;
  • Infecções freqüentes;
  • Formigamentos nos pés;

Se apresenta pelo menos 3 desses sintomas, seria prudente procurar um médico, de preferência um endocrinologista.

O diagnóstico, porém, não pode ser estimado apenas pela apresentação dos sintomas.

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É necessário que sejam realizados exames clínicos laboratoriais, que mostrarão se há realmente alguma alteração fisiológica decorrente do diabetes.

Existem 4 exames importantes para o diagnóstico correto do diabetes:

  1. Glicemia de jejum

É um exame simples, realizado após jejum de, no mínimo, 8 horas. Esse exame é normalmente feito em laboratório apropriado. Segundo a ADA (Associação Americana de Diabetes, um indivíduo saudável apresenta níveis glicêmicos entre 70 e 100 mg/dL, enquanto que um diabético apresenta níveis acima de 126 mg/dL. Existe o estado de Pré-diabetes, que representa a condição em que os valores de glicemia estão entre 100 e 126 mg/dL (ADA). Esta condição representa uma preocupação, ou seja, requer cuidados para que os níveis não continuem a aumentar e é importante que o exame seja repetido posteriormente.

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  1. Glicemia pós-prandial

Esse exame é realizado 2 horas após as refeições. Não representa em si um exame diagnóstico, mas dá um ideia de como está o metabolismo glicêmico do organismo do paciente. Os valores normais de referência são entre 70 e 140 mg/dL (ADA), enquanto que o pré-diabético apresenta valores entre 140 e 200 mg/dL e o diabético apresenta valores acima de 200 mg/dL.

  1. Curva Glicêmica ou Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG)

É o exame mais completo para o correto diagnóstico do diabetes. Ele mede a capacidade do organismo em promover o correto processamento da glicose que é ingerida, pelo organismo do paciente. São realizadas várias medidas da glicemia, com o preparo adequado. É um assunto a ser tratado posteriormente, pois requer uma explicação mais detalhada.

  1. Hemoglobina Glicada

Nesse exame faz-se a detecção da fração HbA1c da hemoglobina. Essa fração da hemoglobina liga-se á glicose, aumentando a sua quantidade em função do aumento dos níveis plasmáticos de glicose.

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Assim sendo, a hemoglobina glicada fornece uma visão da média dos níveis glicêmicos ocorridos num período de 3 meses. Com esse exame, o médico consegue verificar se o paciente tem feito o correto controle da #Doença. Segundo a Associação Brasileira de Diabetes, os níveis normais de hemoglobina glicada estão entre 4% e 6%. Entre 6% e 7% pode representar pré-diabetes. Já o paciente diabético não controlado apresenta valores acima de 7%.

Esteja atento aos sintomas e procure um médico. A correta avaliação e o correto diagnóstico favorecem o controle eficaz da doença.