Na atual epidemia, o primeiro caso foi relatado em 2013. Assim como outros surtos epidêmicos, este tem início na África ocidental. Em seis meses foram contabilizadas 759 pessoas infectadas e 467 mortes. Chegando mais perto do dia de hoje, números divulgados no final de abril de 2015 apontam para 26.312 casos com 10.899 mortes. Os números contabilizados abrangem apenas três países: Guiné, Libéria e Serra Leoa.

A OMS - Organização Mundial de Saúde - aponta para números favoráveis em termos do aumento de leitos hospitalares e da confirmação que a Libéria deve estar livre no próximo dia 09 de maio. Ainda que pareça macabro, a possibilidade que as famílias têm de enterrar seus mortos da doença é comemorada.

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Assim diminuem os casos.

A transformação da notícia de impacto em esquecimento é um dos sérios problemas e que motiva alertas. Quando uma tragédia assume uma evolução discreta, com permanência por longo tempo, ela se torna uma assassina silenciosa. O aumento do número de casos pode vir a ocorrer por não se levar em consideração o perigo que ela ainda continua a representar.

O que permitiu e continua a permitir esta situação é a insuficiência dos cuidados de saúde nos três países. É um fato negativo e que aumenta a vulnerabilidade de pessoas que já vivem em condições de desnutrição, o que favorece o surgimento de doenças oportunistas.

As ondas migratórias também contribuem para que o problema venha a ser agravado. A existência de muitos afetados pelo vírus HIV/Aids contribui ainda mais para que, devido a sua fraqueza, estas doenças se instalem de forma facilitada.

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O que a OMS pede em seus releases para a imprensa internacional é que estes números não sejam esquecidos e que os órgãos de comunicação alertem para a necessidade de cuidados e também do envio de ajuda humanitária, para que a subnutrição e desnutrição sejam diminuídas, principalmente nas crianças e nas mulheres.

Nas condições atuais, ainda que possa parecer que números favoráveis indiquem um caminho na direção de que a epidemia seja eliminada, a permanência por longo tempo da doença pode acabar tornando-a mais resistente aos medicamentos. Se você tem alguma forma de divulgar ou de colaborar com o envio de ajuda, perca alguns minutos de seu tempo e salve algumas vidas. #Mídia #Medicina