As manifestações pela legalização da maconha acontecem nos meses de maio e junho em várias cidades do Brasil e contam com a participação de quem é a favor dos benefícios que a liberação da erva pode trazer, como a redução da criminalidade, do tráfico de drogas e o direito de plantio para consumo próprio, o que reduziria o financiamento do crime organizado.

Entre os argumentos de quem é contra a legalização estão a maior propensão dos usuários em desenvolver distúrbios psiquiátricos, a possibilidade de geração de mais um problema de saúde pública, além do fato de que o crime continuará existindo pelo tráfico de outras drogas.

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Porém, além das questões sociais e de saúde relativas ao uso recreativo que têm sido amplamente discutidas, estudos médicos têm demonstrado os benefícios terapêuticos do Canabidiol (CBD), uma das substâncias presentes na maconha.

O CDB faz parte do grupo dos canabinoides, substâncias encontradas na Cannabis sativa e era uma substância proibida no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) até janeiro de 2015, quando a agência publicou uma Resolução incluindo o CBD na lista C1, de substâncias sujeitas a controle especial, ou seja, a prescrição passa a ser permitida, desde que feita em receita especial em duas vias, como muitos outros medicamentos controlados.

Ainda não existem medicamentos registrados no Brasil com este componente, o que exige que pacientes brasileiros tenham que importá-los, principalmente dos EUA e da Europa.

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Para facilitar o processo de importação, a ANVISA publicou no dia 08 de maio, outra resolução regulamentando as exigências e critérios. Os pacientes deverão fazer um cadastro específico, além de apresentar laudo médico, prescrição e uma declaração de responsabilidade e esclarecimento. Antes os pacientes brasileiros apenas conseguiam realizar a importação mediante decisão judicial ou autorização especial, que exigiam muito tempo de análise e processo.

O CBD tem se mostrado eficaz no #Tratamento de diversos distúrbios neurológicos como doença de Parkinson, Alzheimer, ansiedade, esquizofrenia, epilepsia e síndromes com sintomas epiléticos, distúrbios do sono, entre outros. 

Segundo estudo da Faculdade de #Medicina de Ribeirão Preto, USP, publicado em 2014, o canabidiol foi eficaz no tratamento e melhora da qualidade de vida dos pacientes portadores de doença de Parkinson, sem causar efeitos colaterais, ao contrário dos medicamentos atualmente utilizados no tratamento dessa doença. A ação da substância em outras doenças também tem sido estudada e já demonstra boas perspectivas no avanço dos tratamentos à disposição da população.

Esses medicamentos são extraídos da Cannabis, porém devem ter concentração de CBD maior que o THC, outro canabinóide encontrado na planta, responsável pela maioria dos seus sintomas psicoativos. O avanço nas técnicas de isolamento e de síntese devem melhorar a pureza e a segurança no uso desses medicamentos. #Manifestação