A febre de Lassa ou febre hemorrágica de Lassa foi identificada pela primeira vez na cidade de mesmo nome, Lassa, no Estado de Borno, na Nigéria em 1969. É um vírus muito semelhante ao Ebola e a infecção é endêmica no oeste da África. O vírus parece ser transmitido nas fezes e urina de um tipo de roedor.

Um homem, que não foi identificado, viajou da Libéria para o Marrocos, neste trajeto passou por exames para verificar a temperatura, já que, por ser de região endêmica do Ebola e da Febre de Lassa o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CCPD) faz uma rigorosa verificação de doenças regionais. Ao chegar aos EUA também não foi constatada mudança de temperatura.

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Após um dia da chegada, os primeiros sintomas foram aparentes, o paciente já sentia dores fortes na garganta, febre e indolência. No momento inicial da consulta o paciente não informou que havia feito viagem para a África ocidental e a doença foi comumente tratada como gripe.

No entanto, os sintomas podem ter sido camuflados pela prescrição inicial que o paciente havia tomado, ele retornou no dia 21 de maio com piora da doença, quando foi transferido para um centro de tratamento especializado em tratamentos de doenças virais hemorrágicas.

Foram realizadas na segunda feira, testes para vários subtipos virais, para Ebola foi negativo, mas positivo para febre de Lassa, que evoluíu rapidamente, levando o paciente ao óbito.

Este caso configura como o terceiro na literatura médica dos EUA, o último ocorreu em Minesota no ano passado, a doença de Lassa não tem sintomatologia em 80% dos casos diagnosticados na África Ocidental, não é conhecido fatores de transmissão de homem para homem, mas em casos raros pode ser transmitida por fluídos de pessoas contaminadas.

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O teste de Elisa específico é o mais recomendado para detecção dos anticorpos da doença de Lassa, pela especificidade e sensibilidade, deste exame, pacientes acometidos por essa febre podem ter períodos de redução na contagem de linfócitos e plaquetas, embora o diagnóstico incial possa ser confuso, mesmo nos países endêmicos, por conta de, o quadro de febre e dor abdominal ser muitas vezes confundidos com apendicite.

Ainda não há vacina para a Febre de Lassa, apesar de haver pesquisas sobre, o tratamento hoje, consiste no isolamento do doente, geralmente são avaliados o quadro sistêmico de outras comorbidades, mas para tal, uma das terapias mais utilizadas é a ribavirina. Em mulheres gestantes, a doença pode significar a perda da criança, visto que, é sempre preconizada a manutenção da vida da mãe. #Medicina #Comportamento