Em nota divulgada à imprensa, o Ministério da Saúde confirmou a existência de um novo vírus no país. Amostras analisadas pelo Instituto Evandro Chagas (IEC) confirmaram 16 casos de pessoas infectadas no nordeste brasileiro, nomeadamente Bahia e Rio Grande do Norte. Segundo o ministro Arthur Chioro, no estado da Bahia são oito os portadores do vírus, todos da cidade de Camaçari, a mesma que, recentemente, foi abalada pelo surgimento de uma #Doença misteriosa. Afinal, essa doença era o Zika Vírus.

Naquele caso ocorrido em Camaçari, as suspeitas iniciais recaíram em doenças como roséola ou parvovírus-B19, mas depois de analisar amostras de sangue recolhidas dos pacientes, pesquisadores do Instituto de Biologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA) dissiparam todas as dúvidas e concluíram ser mesmo o zika vírus.

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O aumento do número de turistas durante a Copa do Mundo pode ter contribuído para a sua entrada no país. É o que pensam as autoridades da saúde.

Esse vírus nunca tinha sido identificado no Brasil ou em qualquer país da América Latina. A sua distribuição é mais comum em África, Ásia e Oceania. A principal via de transmissão da doença é através da picada de mosquitos Aedes aegypti, tal como acontece em relação à #Dengue, febre amarela e chikungunya. Os sintomas são bem parecidos com os da dengue, em que o paciente sofre com dores musculares, febre, diarreia e manchas vermelhas pelo corpo. No entanto, a sua evolução é considerada benigna, ao contrário da dengue que pode ser fatal.

O ser humano é o hospedeiro definitivo do vírus, que se encontra na saliva do mosquito, e entra na corrente sanguínea depois da picada.

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O período de incubação é de aproximadamente 4 dias, quando o paciente começa a sentir os primeiros sintomas. Não havendo vacinas contra o vírus, o tratamento é semelhante ao da dengue, em que se usa medidas de prevenção.

Embora só tenham sido identificados oito casos da doença na Bahia, a edição digital do jornal "A Tarde" noticiou que as emergências de hospitais públicos e privados de Salvador têm registrado grande número de pessoas atendidas com suspeita de zika vírus. O mesmo tem acontecido no interior do estado. Segundo a Secretaria da Saúde da Bahia (SESAB), até ao momento já foram notificados 13.437 casos suspeitos em todo o estado. Portanto, é cada vez mais preocupante a possível disseminação do vírus pelo nordeste, embora se saiba que o pior dos vilões continua sendo o vírus da dengue.