Uma excelente notícia para os deficientes visuais é o projeto do estudante de Ciências da Computação Marcos Antônio da Penha, um pernambucano de 27 anos, que acaba de desenvolver os óculos inteligentes, ou o PAW (Project Annuit Walk), que, através da ação de raios ultrassônicos, localiza objetos num ângulo de 120º.

Funciona como um tipo de GPS mesmo, pelo fato de mapear os pontos de uma cidade na qual o portador estiver. O estudante explicou como funcionam os óculos inteligentes: “Normalmente se faz a analogia com o morcego, que usam sinais sonoros para se localizarem. Então, os óculos têm sensores de ultrassom. É emitido um sinal sonoro que vai até o obstáculo, bate e reflete isso em questão de segundos e aí o deficiente visual tem um feedback tátil aqui que é uma vibração.

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E vai dizer para ele mais ou menos onde está o obstáculo”

O projeto dos óculos concorreu e venceu o WSYA (World Summit Youth Awards) 2015, realizado em São Paulo, para a total felicidade de seu inventor.

O WSYA é um concurso conecta desenvolvedores de conteúdo online e empreendedores sociais do mundo inteiro, selecionando e promovendo os melhores projetos, tais como sites, aplicativos móveis e campanhas online, contribuintes para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas e ajudarão na transição para os novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável a partir de 2016.

Jovens de todos os Estados membros da ONU que desenvolvem plataformas on-line ou aplicativos móveis participam WSYA com o objetivo de tornar o mundo um lugar melhor.

Provavelmente, a alegria de Marcos, o único brasileiro a participar do concurso esse ano, não foi só pelo reconhecimento do projeto, mas pelo fato de que ajudará os deficientes visuais a se locomoverem de uma forma mais precisa, segura e sem precisar usar a bengala, já que os óculos têm uma função bem mais eficiente do que ela.

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O fato também dos óculos projetados por Marcos terem uso de cunho social pode ter sido um fator preponderante para sua vitória.

Na verdade, a vitória de Marcos Antônio não se refere somente a ganhar um prêmio numa competição anual para os inovadores digitais e sociais com menos de 30 anos. É a vitória de um jovem ser humano, não unicamente preocupado com fins lucrativos, que logicamente poderá acontecer quando seu projeto alcançar o mercado, mas cuja ideia ajudará em muito os deficientes visuais a melhorarem sua qualidade de vida. #Negócios #Inovação #Tratamento