Desde o surgimento do Viagra, em 1998, a questão da pílula para a falta de desejo sexual feminino começou a ser discutida, mas a solução para este problema está próxima.

A famosa pílula azul, criada para resolver problemas de disfunção erétil que, segundo estimativas, afeta mais da metade dos homens acima dos 40 anos de idade, prolongou a vida sexual saudável masculina e, ao mesmo tempo, gerou um descompasso. Além desta, que foi pioneira, outras marcas de medicamentos similares começaram a ser comercializadas, dando aos homens uma opção simples, para resolver um problema que até então era tratado, na maioria das vezes, com cirurgia.

A falta de libido, ou desejo sexual feminino, seria um desafio mais complexo para os pesquisadores, pois está relacionada a elementos químicos no cérebro.

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A nova pílula, flibanserina, foi finalmente recomendada para aprovação da Food and Drug Administration, órgão que regulamenta a comercialização de remédios nos Estados Unidos, na última quarta-feira (3). Ao que tudo indica, será aprovada e deve entrar no mercado em breve.

A empresa responsável pela flibanserina, Sprout Pharmaceuticals, associou a aprovação da droga a uma questão de emancipação feminina, criando um grupo de mulheres que chamou de "Even the Score" (Iguale o Placar), em alusão aos medicamentos destinados ao público masculino. O grupo faz parte do lobby para aprovação da droga, que não resolve todos os problemas, mas seria um primeiro passo.

Como age e quais são os efeitos colaterais da pílula rosa

Os efeitos colaterais vão desde o risco de desmaios e enjoo, até sonolência e pressão baixa.

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A pílula também reage negativamente com o álcool, pois age diretamente no cérebro, dosando alguns neurotransmissores, como a dopamina e a serotonina.

Quem pode usar e como

O comprimido, que deverá ser tomado uma vez por dia antes de dormir, é indicado para mulheres que não chegaram na menopausa, que gozam de boa saúde física e mental, que estão satisfeitas com seu relacionamento, mas sofrem de falta de desejo sexual.

Um público restrito portanto. Considerando a amplitude das pílulas masculinas, parece que para as mulheres ainda deverá ser percorrido um longo caminho até "igualar o placar". #Medicina #Comportamento #EUA