Se temos alguém da família, um amigo ou até mesmo um conhecido em uma unidade de terapia intensiva, devemos nos preocupar não apenas com o motivo pelo qual está em uma UTI, existe um mal tão agravante quanto: o Delirium.

Pacientes internados em UTIs estão sujeitos a uma síndrome que apesar de comum, mais que dobra o risco de óbito, prevalece sub-diagnosticado apesar de sua grande permanência nas unidades de terapia intensiva.

Essa síndrome, denominada Delirium, consiste em um transtorno neurológico, distúrbio da consciência, um estado de confusão mental (uma das primeiras doenças mentais descritas na literatura médica).

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É encontrado em pessoas em estado crítico de saúde, com muito tempo de internação. O comprometimento da memória é evidente no Delirium, acometendo com maior freqüência a memória recente.

Por não ser a razão primária da internação, muitas vezes o Delirium não tem a atenção necessária da equipe médica, que se foca principalmente no motivo que fez com que paciente estivesse na UTI. Tal característica tem seu diagnóstico entre 30% a 50% dos pacientes. Problema afeta quase que 31% dos internados um UTI, segundo pesquisadores brasileiros do Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino (IDOR), em parceria com a Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos

Fatores de risco:

Hipertensão arterial, fumo, hiperbilirrubinemia, uso de morfina por cateter, doença crítica e idade avançada.

Sintomas:

O nível de consciência pode estar diminuído ou pode flutuar entre sonolência e hipervigilância, porém a pessoa não é capaz de manter a atenção por certo período de tempo.

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Prevenção:

Condições que em geral contribuam para a confusão mental devem ser tratadas. Entre elas, destacam-se a insuficiência cardíaca, hipóxia, hipercapnia, alterações tireoidianas, anemia, desordens nutricionais, infecções, insuficiência renal, insuficiência hepática e condições psiquiátricas, como a depressão. A correção destas anormalidades geralmente melhora o funcionamento cerebral.

#Tratamento:

O tratamento pode incluir medidas como a flexibilização do horário de visitas para permitir maior interação com familiares e amigos, o uso de relógios e calendários no ambiente para permitir uma maior orientação de tempo, além de redução de ruídos e iluminação noturna com o objetivo de aumentar o conforto do paciente. É importante lembrar que a comunicação clara deve ser priorizada.

Uma recente pesquisa publicada pela revista British Medical Journal serve para que equipes médicas estejam preparadas para lidar com o problema, que cresce e é fator chave para recuperação ou não do paciente. #Medicina