Para os brasileiros, os cuidados com o corpo independem da estação do ano. Ávidos por manterem uma forma condizente com os padrões de #Beleza impostos pela sociedade, muitos pacientes optam pela realização de procedimentos dermatológicos e cirurgias plásticas mesmo nos meses mais frios do ano. A Clínica Livon, de Joinville, em Santa Catarina (SC) estima um crescimento de 30% na procura por tratamentos durante o inverno.

O que parecia apenas febre de momento virou a mais pura realidade. Destaque no mundo quando o tema é beleza e estética, o Brasil é, atualmente, o terceiro maior mercado do setor, atrás somente de Estados Unidos e China.

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Cerca de 4,4 milhões de profissionais trabalham em clínicas e salões pelo país. Cirurgião plástico da Livon, o Dr. Rodrigo Tanus avalia que a combinação de procedimentos, bastante adotada por pacientes, colabora para a ascensão do segmento.

“Nos encontramos em uma época do ano em que ocorre uma menor exposição solar e corporal, o que, de certo modo, colabora no aumento da procura por clínicas estéticas. Até então, nós já notamos uma grande demanda de tratamentos como peeling e cirurgias plásticas estéticas que chamamos de combinadas”, informou Tanus.

A combinação dos procedimentos, cada vez mais aceita entre os brasileiros, consiste na realização de mais de um procedimento em diferentes locais do corpo durante uma mesma intervenção. As mais comuns são as colocações de próteses mamárias acompanhadas de um algum tratamento secundário como rinoplastia (correção de nariz) e otoplastia (correção de orelhas de abano).

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Realizado através da aplicação de substâncias químicas diretamente na pele, o peeling é um dos tratamentos mais procurados justamente por ser indicado para a prevenção e retardo do envelhecimento, tratamento de acnes e manchas escuras. Entretanto, este tipo de intervenção requer cuidados com a exposição ao sol e repouso de uma a duas semanas.

Números impressionam

Mesmo em meio a uma economia desaquecida, com setores tradicionais como construção civil e indústria em constante queda no país, a estética surge como ponto fora da curva e é a exceção dentro de uma crise que parece não ter fim. Só em Minas Gerais (MG), o número de profissionais da área ultrapassa a casa dos 55 mil, entre especialistas práticos, com cursos superiores.

Estudo realizado pela Associação Brasileira de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC) indica que somente os salões de beleza cresceram 78% no país, passando de 309 mil estabelecimentos em 2005 para 600 mil em 2012. No mesmo passo, o gasto mensal das famílias com esses serviços gera um montante de R$ 1 bilhão, em um crescimento acentuado de 44% em seis anos.  

O aumento de um modo geral da renda das famílias, a ascensão da chamada classe C, a inserção crescente das mulheres no mercado e a legalização do trabalho do profissional da área surgem como principais pilares que alavancaram o crescimento do setor no Brasil, que, com urgência, precisa espalhar o exemplo para outras áreas sem o mesmo sucesso.

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#Maquiagem #Medicina