A Sífilis é uma #Doença sexualmente transmissível (DST). Pode causar sérios danos ou até mesmo a morte do indivíduo portador dessa doença. A bactéria causadora, penetra no corpo através do contato com secreções do corpo, como o sêmen e secreções vaginais, e por sangue de pessoas infectadas.

Hoje em dia, com a segurança no processamento dos sangues doados nos hemocentros, essa via de contaminação está descartada. A transmissão por relações sexuais é a de maior prevalência devido à falta de prevenção. O uso do preservativo, tanto masculino quanto feminino, é a forma mais eficaz de evitar a infecção. Contudo, pesquisas apontam uma tendência mundial ao aumento das DSTs, principalmente da IADS e da sífilis, devido ao não uso dos mesmos.

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Segundo o médico sanitarista, Artur Kalichman "Uma parte desse aumento enorme corresponde a casos que já ocorriam, mas não eram notificados."

Outro meio de contagio, considerado o mais grave e de grande preocupação para a saúde pública, é o da sífilis congênita: aquela que é passada de mãe para filho durante a gestação. A mulher tem a doença e não a trata, por não fazer o pré-natal ou, como no atual momento, por falta da medicação utilizada para o #Tratamento. A Penicilina benzatina, popularmente conhecida pelo nome comercial de Benzetacil, é essencial para o combate à doença. Os exames realizados na primeira consulta são fundamentais para o diagnóstico precoce e início da medicação, tanto para a mulher, como para seus parceiros. Na hora do parto também pode ser diagnosticada, e serão tratados o binômio, mãe e bebê.

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A falta de tratamento, pode causar aborto espontâneo, parto prematuro, morte do feto ou do bebê logo após o nascimento. A criança contaminada pode ter surdez, problemas visuais ou retardo mental.

O governo brasileiro garante gratuitamente, tanto o teste quanto o tratamento da doença, através de suas unidades de saúde. Mas, segundo notificações do Ministério da Saúde, os casos de sífilis têm aumentado muito nos últimos anos, especialmente casos de sífilis congênita. A ministra interina de Saúde, Ana Paula Menezes, afirmou que " a meta do governo é reduzir o número de casos a zero porque é uma doença evitável se o pré-natal for bem feito."

Para as autoridades, isso não se deve só pela falta do medicamento, e sim pela falta de prevenção. O número de pessoas infectadas é maior que a quantidade de medicamentos produzidos pela indústria farmacêutica. O melhor remédio continua sendo a prevenção.