Não há um tratamento específico para os acometidos pelo ebola e, caso o controle da #Doença e isolamento de pessoas doentes não seja bem feito, epidemias acontecem. Foi o que ocorreu em vários países, mas isso deve estar perto do fim. Uma nova vacina deu ótimos resultados e promete revolucionar o combate à doença.

A boa notícia foi dada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta sexta-feira (31). Teste realizado com a vacina VSV-EBO foram muito positivos. Feita pela empresa Merck, Sharp & Dohme, se mostrou muito eficiente e pode virar uma grande aliada no controle da doença.

Embora a notícia seja ótima, novos testes deverão ser feitos antes de a vacina ser colocada no mercado.

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Porém, a previsão é de que ainda em 2015 ela já possa começar a ser administrada em grande escala.

Nunca um grande laboratório tinha focado na produção de uma vacina específica. Familiares de vítimas do #Ebola e o próprio governo acusavam as empresas do ramo em não se interessar nos estudos por saberem que não teriam tanto lucro. Afinal, no na África, em regiões pobres, que o ebola fez mais vítimas.

Foram mais de 11 mil mortos e quase 30 mil pessoas acometidas pelo vírus do ebola. Com a chegada da vacina esse cenário não deve se repetir. A diretora da OMS, Margaret Chan, enfatizou que essa é uma notícia muito importante e a novidade pode “mudar todo o jogo do combate à doença”.

Mais de 4 mil pessoas já receberam a vacina na fase de teste. Os voluntários foram de Guiné e a eficiência encontrada foi de 100%.

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Sakoba Keita, coordenador do país africano no combate à doença, disse que esse é um presente do país para o mundo. John-Arne Røttingen, diretor do Instituto Norueguês de Saúde Pública, contou que as pessoas vacinadas foram as de Guiné para que pudesse ser formada uma barreira de proteção no local.

Guiné foi um dos países que sofreu com o ebola. Pessoas que tiveram contato com pacientes foram as que participaram dessa etapa da vacinação. Os médicos sem fronteira também resolveram fazer parte do teste e aplicaram as vacinas em enfermeiros e médicos que atuam diretamente no combate à doença.