A Secretaria de Saúde do Estado do Ceará está atenta para um aumento dos casos de uma síndrome neurológica rara, a Síndrome de Guillain-Barré. Segundo dados divulgados pela própria secretaria, houve um diagnóstico de dez casos da #Doença neurológica este mês no Estado. Na primeira semana de junho, foram diagnosticados ao todo 15 casos, todos encaminhados ao Hospital Geral de Fortaleza, local de referência no estado para o tratamento da doença e para onde os casos suspeitos estão sendo encaminhados.

Em comparação aos anos anteriores, verificou-se que não houve variação significativa em relação ao ano de 2013, quando foram notificados 32 casos e no ano de 2014, 38 casos.

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A velocidade com que os casos estão aparecendo, é que assusta. Já foram confirmados 50 casos na Bahia, agora em 2015, 14 casos no Maranhão e 6 casos na Paraíba. Neste último estado, um dos casos foi mais grave e o paciente veio à óbito.

A síndrome de Guillain- Barré, caracteriza-se por uma doença neurológica, que pode ser causada por infecções por vírus ou bactérias e que possui caráter autoimune. Os seus principais sintomas são: fraqueza muscular, que se inicia nas pernas e paralisia dos músculos que podem ocorrer logo após a manifestação dos primeiros sintomas. Em casos mais graves, pode atingir o coração, o sistema digestivo, a bexiga e outros órgãos. A paralisia dos órgãos afetados pode acarretar algumas complicações que pode levar o paciente à morte. O diagnóstico é feito por uma punção lombar, que consiste em retirar uma pequena quantidade de líquido da espinha para exames de diagnóstico.

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Os especialistas em Saúde Pública do Estado do Ceará afirmam que não há razão para entrar em pânico, visto que, não há uma epidemia de casos. eles também descartam uma relação da doença com os casos de dengue e zika.

Os médicos orientam que qualquer pessoa que sentir sintomas como fraqueza nas pernas que não possibilite ficar de pé e andar, o paciente deve procurar imediatamente o serviço médico mais próximo, pois este constitui um dos primeiros sintomas da doença.  Ainda não e possível se prevenir contra a doença, pois o seu aparecimento costuma ocorrer de duas a quatro semanas após o paciente ter tido alguma infecção como a dengue, zika ou mesmo um simples resfriado. Há relatos que algumas vacinas administradas a humanos podem também iniciar o processo da doença. #Medicina #Blasting News Brasil