Maria adotou o seu cão no fim de 2013, mas apenas no início de 2015 começou a ter dúvidas sobre o estado mental do seu animal de estimação. Nunca se tinha lembrado de que o cão pudesse ter algum tipo de trauma devido à sua vida antes da adoção.

Ao levar o animal a um veterinário, foi lhe dito que o estado dele era tão grave que o melhor seria sacrificá-lo, ao que Maria prontamente se opôs, pois o via sempre com energia, com vontade de brincar e com um apetite voraz.

No entanto, existiam alguns problemas com Fred, nome que Maria lhe deu. A sua pata traseira estava fraturada e o exame da leishmaniose tinha dado resultado positivo.

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Assim, ficou em casa durante algum tempo para se recuperar, não indo para a rua, de onde havia sido recolhido. A prioridade para Maria era o estado físico de seu animal de estimação. Nunca pensou sequer que a sua saúde mental pudesse estar afetada.

Ao começar a sair para a rua, Fred passava o tempo a latir e a tirar a coleira. Maria procurou ajuda de um profissional que lhe disse que deveria premiar ou castigar o seu cão de acordo com as suas atitudes, o que não resolveu o problema, apenas o piorou. Após uma enorme pesquisa, na internet e através de outros profissionais, Maria percebeu que a ansiedade de Fred era tão grande que ele simplesmente não conseguia obedecer a nenhuma ordem.

Decidiu levar o cachorro a um organização de adestramento, que analisou o estado do animal e concluiu que o problema de Fred era resultado de toda a dor acumulada na rua e dos maus tratos a que tinha sido submetido. Era como se existissem dois Freds: um dentro de casa, outro fora de casa.

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Se mantenha alerta para estes sinais

De acordo com o biólogo Dennis Turner, do Instituto de Etologia Aplicada e Psicologia Animal da Suiça, existem alguns sinais comportamentais que evidenciam problemas:

  • Redução ou mesmo perda de apetite
  • Inatividade fora do normal
  • Comportamentos destrutivos
  • Tentativas de fuga

Para Turid Rugaas, especialista na área comportamental animal, caso apresente alguns dos seguintes sinais, o cão pode estar estressado:

  • Nervosismo ou medo
  • Se sente ameaçado facilmente
  • Não é curioso
  • Reage exageradamente a pequenos ruídos ou memso ao toque

O que devo fazer?

É necessário observar o animal objetivamente e com cuidado, dando especial atenção a mudanças no seu #Comportamento.

Não deve:

  • Castigar o animal
  • Mostrar-se ameaçador
  • Usá-lo como troféu para ganhar prêmios
  • Prendê-lo ou colocar-lhe coleiras
  • Atirar-lhe bolas ou outros objetos

Deve:

  • Permitir que ele explore o espaço que o rodeia e seja curioso
  • Alimentá-lo e deixá-lo repousar e dormir o suficiente

Ao seguir estes conselhos, Maria conseguiu equilibrar Fred, que é agora um cão completamente diferente, sem medo da rua, brincalhão e cheio de energia. #Animais #Dicas