É sabido que tanto mulheres como homens, enfim, qualquer um, poderá desenvolver aleatoriamente alguma espécie de câncer enquanto viver e no que diz respeito ao universo feminino, o câncer mamário é de longe o que causa mais terror nas mulheres, devido à alta incidência do mesmo.

Após mais de 30 anos de uso generalizado das mamografias nos diagnósticos médicos, atualmente novas tecnologias conseguem detectar pequenas lesões nos dutos de leite. O que é chamado de carcinoma ductal in situ que é um tipo comum de câncer de mama não-invasivo, pois as células com câncer situam-se no interior dos dutos e não se propagam por meio das paredes dos outros canais dos tecidos mamários próximos.

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Aproximadamente 1 de 5 novos casos de câncer de mama se manifestarão como DCIS (sigla em inglês da patologia).  

Mesmo com o avanço da #Medicina e suas técnicas de diagnóstico e pesquisa ainda há muitos debates sobre como tratar os cânceres em geral e principalmente os DCIS, ou seja, os muitos estudos avançados das neoplasias não garantiram o completo entendimento dessas granulações de células anormais chamadas de Cancro Estágio 0, onde alguns chegam a dizer que nem cânceres são.

Assim como no teste de Papanicolau, onde o médico grego seccionava lesões precoces no colo do útero impedindo as mortes por câncer cervical invasivo, a analogia como resposta parecia ser clara, isto é, os cirurgiões ginecologistas ou oncologistas deveriam retirar toda a mama e evitar mortes por câncer mamário, afirmou o Dr. Barron Lerner, historiador, professor e médico na Universidade de Nova York, mas isto foi lá pelos idos da década de 1980. 

Ao longo de uma linha de tempo, os investigadores concluíram que a teoria de se tratar o câncer ao se descobrir células “diferentes” que podem sofrer metástase não é completamente correto.

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Pequenas concentrações de células anormais repentinamente podem parar de crescer e mesmo os cânceres que são invasivos nem sempre crescem. 

A pergunta se é melhor, tratar mulheres com DCIS por meio de cirurgias ou medicamentos que reduzem o risco de câncer na mama, ainda continua sem resposta. O estudo para se ter certeza quase que total desta situação levaria mais no mínimo 20 anos e envolveria milhares de mulheres e isto sem falar no dinheiro que teria que ser investido no projeto. É como escreveu o Dr. H. Gilbert Welch, professor de medicina da Dartmouth e autor do livro Menos Medicina, Mais Saúde: “seja bem-vindo ao universo de como se lidar com eventos de baixa probabilidade, pois acredito que isto será um problema cada vez mais recorrente na medicina, ou seja, o que fazer frente às escolhas difíceis de qual o melhor tratamento”. #Hospital #Doença