A astrobiologia é o ramo da ciência responsável por buscar 'sinais de fumaça' das possíveis formas de vida (quem sabe, civilizações) ao redor da Terra na galáxia, ou mesmo fora dela. Na década de 1970, em projeto comandado pelo astrônomo Carl Sagan, as sondas Viking foram pioneiras em explorar a superfície de Marte em busca de compostos orgânicos que fornecessem indícios da vida presente ou extinta naquele planeta.

Desde lá, descobrimos que Marte foi coberto por mares, apresenta variações do composto metano (frequentemente associado a atividade biológica) e, possivelmente, foi bem ativo geologicamente no passado.

Atualmente, a esperança de vida na vizinhança recai sobre uma das luas de Júpiter, Europa, que apesar de possuir o nome do velho continente, pode em poucos anos ser confirmada como a mais nova sede da vida do sistema solar.

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Em 2020, a NASA pretende enviar uma sonda em missão a Europa para investigar os mistérios que um possível oceano abaixo de sua camada de gelo de superfície pode guardar.

Surpreendentemente, no entanto, a maior descoberta dos últimos anos sobre a vida extraterrestre foi encontrada na própria terra. A base da vida, segundo a biologia comumente passada adiante, refere-se muito fortemente a uma sigla: CHNOPS. Ela indica os elementos básicos da vida: Carbono, Hidrogênio, Nitrogênio, Oxigênio, Fósforo e Enxofre, respectivamente.

Há alguns anos, a NASA anunciou algo intrigante: uma bactéria encontrada em um lago da Califórnia, que utiliza o Arsênico (ao invés do Fósforo) como um dos elementos fundamentais ao seu desenvolvimento. A vida lá fora pode não ser como esperamos, o que deixa tudo mais animador.

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Se as possibilidades ainda são surpreendentes aqui na Terra, o que esperar do vasto cosmos?

Iniciativas como o SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence - "busca por inteligência extraterrestre"), retratado no filme Contato (1997), são ainda mais ambiciosas e utilizam radiotelescópios da Terra para procurar sinais de civilizações que dominariam também esse trechinho do espectro eletromagnético.

O melhor de tudo é que hoje você também pode fazer sua parte. A #universidade de Berkeley (California) disponibiliza aqui uma ferramenta para que você empreste o poder de processamento do seu PC/notebook para ajudá-los a detectar sinais de variados pontos do Universo. É a forma mais simples de você dar uma 'mãozinha'.

Se quiser saber mais sobre esse campo de conhecimento, a Universidade de Edimburgo disponibiliza na plataforma online, Coursera, um curso oferecido periodicamente "A Astrobiologia e a busca por vida extraterrestre", acessível aqui para todos e bastante elucidativo, comentando, por exemplo, as técnicas que a astrobiologia utiliza da astrofísica para a detecção de exoplanetas, incluindo a busca por "novas Terras", nossos (quem sabe) futuros lares. #Comunicação #Curiosidades