A gordura trans pode ser encontrada em diversos alimentos industrializados como: sorvetes, pães de queijo, bolachas recheadas, batata frita industrializada, sanduíches de micro-ondas e pizza congelada, dentre outros. Estudos recentes têm mostrado que a ingestão desse tipo de gordura contribui para a formação de placas de gorduras nas artérias, aumentando o risco de infartos e derrames.

A gordura trans é formada como produto indesejado no processo de produção da gordura vegetal hidrogenada, que é utilizada pela indústria alimentícia para tornar os alimentos mais consistentes, duradouros e com o sabor mais agradável. A gordura obtida por esse processo é saturada e se mantém sólida a temperatura ambiente, o que deixa o alimento com melhor aspecto.

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Esse método para obtenção da gordura vegetal hidrogenada é mais barato, sendo utilizado pelos fabricantes para obter o produto a um custo mais baixo. Existem outras maneiras de obter gorduras sólidas que não são prejudiciais à saúde, mas são mais caras e não são vantajosas para os fabricantes.

Em nosso organismo, a gordura trans pode trazer algumas consequências como: a diminuição do colesterol “bom” (HDL), o aumento do colesterol “ruim” (LDL) e ainda tomar o espaço do ômega 3 e do ômega 6, que são gorduras vitais para o ser humano e não são produzidas por nosso corpo. A combinação desses fatores podem levar a formação de placas de gordura nos vasos sanguíneos e provocar problemas cardíacos.

Segundo o médico cardiologista Marcus Bolívar Malachias, da Sociedade Brasileira de Cardiologia, 25% do colesterol presente no sangue vem dos alimentos que consumimos (o restante é produzido pelo fígado).

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Não existe no Brasil uma legislação que proíba a presença de gordura trans nos alimentos, há somente uma norma da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, que é vigente desde 2006, e exige que os fabricantes informem nos rótulos de seus alimentos a quantidade de gordura trans por porção. Por isso é importante estar atento aos rótulos dos alimentos para conferir as informações nutricionais e identificar se esse tipo de gordura está presente nos alimentos, tentando não consumi-lo ou, pelo menos, consumir com moderação.

Em junho deste ano nos Estados Unidos, o FDA, que é a agência que regula os alimentos e os remédios do país, reconheceu oficialmente que a ingestão de gordura trans é prejudicial à saúde e deu o prazo de três anos para que todos os fabricantes eliminem sua presença dos alimentos. #Doença #Blasting News Brasil #Alimentação Saudável