Tite havia solucionado a lacuna do ataque do Corinthians. Sem Guerrero e Sheik negociados com o Flamengo, e com Vagner Love em má fase, o técnico confiou no jovem Luciano e a partir dos gols de sua nova aposta passou a ganhar jogos e isolar o time na liderança do Brasileirão. Mas, na quarta-feira, dia 19 de agosto, uma violenta torção no joelho direito do jogador em uma partida contra o Santos, pela Copa do Brasil, devolveu o problema ao treinador: Luciano rompia o ligamento cruzado anterior do joelho direito e ficava fora do restante da temporada.

Gabriel era uma das principais afirmações do Palmeiras na temporada. O homem de confiança de Oswaldo Oliveira não perdeu o status no time titular mesmo após a saída do antigo comandante para a chegada do novo técnico Marcelo Oliveira.

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Porém, no dia 2 de agosto, o jovem volante sofreu um duro golpe no duelo diante do Atlético Paranaense. Sozinho, caiu no gramado após torcer o joelho esquerdo e sentir um estalo. Foi substituído. No dia seguinte, exames de imagem confirmaram o pior. Assim como Luciano, Gabriel também rompeu o ligamento cruzado anterior e precisaria passar por cirurgia.

As recentes lesões de Luciano e Gabriel são comuns no futebol. Estudos apontam que problemas ligamentares correspondem a aproximadamente 35% das lesões no esporte. Joelhos e tornozelos, as principais vítimas. De todas as contusões de joelho, a ruptura de ligamento cruzado anterior (LCA) é disparadamente a mais frequente.

Para o fisioterapeuta Bruno Gragnani, especialista em “Fisioterapia no Esporte” pelo Centro de Traumatologia do Esporte (CETE – UNIFESP) e membro da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva (Sonafe), esse tipo de lesão é comum no esporte justamente por decorrer de vários fatores, mas que, segundo ele, independem da idade do atleta.

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Luciano, com 22 anos, e Gabriel, 23, ainda estão no início da carreira, por exemplo.

“Se o atleta estiver com uma sobrecarga de treino muito forte, sem descanso, e aí entra o fator nutricional, se caso ele não estiver com uma reposição adequada de nutrientes, a probabilidade da musculatura apresentar fadiga cresce e faz com que as chances de lesão aumentem. Mas a idade do jogador não é o fator principal de risco para essa lesão”, explica Gragnani, em entrevista exclusiva à Blasting News Brasil.

Goleador venceu a lesão

Artilheiro da atual edição do Campeonato Brasileiro pelo Santos aos 35 anos, com 16 gols, Ricardo Oliveira passou, em 2007, pela mesma lesão enquanto jogava pelo Milan, da Itália. Operado pelo médico brasileiro José Luís Runco, o atacante demonstrou ótimo poder de recuperação e, mesmo em uma fase já avançada de sua carreira, seguiu decisivo pelos clubes que passou.

Atualmente, além de ser o goleador do time, é um dos jogadores mais regulares e que mais estiveram em campo na temporada com a camisa do Peixe.

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Só no Brasileirão, por exemplo, ele participou de 23 dos 24 jogos – esteve fora apenas na vitória por 2x0 sobre o Joinville, por suspensão.

“Hoje o Ricardo está aí jogando em plena forma. Operei ele em 2007. É um negócio legal de ver. Talvez, em outros tempos, ele seria um atleta praticamente eliminado do futebol”, disse Runco, em entrevista ao SporTV.

“Na realidade, a idade só interfere se nenhum dos outros fatores forem respeitados, como treino, descanso, preparo muscular e alimentação. Pois, evidentemente, quanto mais velho ficamos, mais lenta é a nossa recuperação física”, acrescenta Gragnani.

Com a #Medicina esportiva em alta nos clubes e em franca expansão, em conjunto com uma estrutura invejável de fisiologia e recuperação física que grandes clubes como #Corinthians e #Palmeiras possuem, os torcedores podem ficar seguros de que 2016 se aproximará juntamente com os gols de Luciano e com os passes precisos de Gabriel. E, no caso deles, com joelhos novos.