A Universidade de São Paulo em São Carlos já recebeu mais de 20 novas decisões judiciais e tem produzido cápsulas suficientes para cumprir 200 liminares pedidas na Justiça  para #Tratamento de câncer. Segundo advogada atuante no caso, segue aumentando a demanda por decisões na justiça.

O pesquisador e ex-professor Gilberto Chierice, que por 20 anos coordenou as pesquisas feitas com a fosfoetanolamina sintética na USP, tem recebido inúmeras consultas de pessoas em busca da substância, entretanto em recente entrevista a EPTV disse:

"As pessoas que me ligam ou que me pedem o remédio tenho que dizer que não posso fazer mais nada, porque não sou mais eu quem tem a posse desse remédio.

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Esse remédio só pode ser conseguido por via judicial, interpelado junto à universidade."

Na esteira da fama obtida por muita polêmica nas redes sociais, Gilberto disse ter recebido propostas de instituições da Europa e EUA para produção do remédio e tem sérias preocupações que o trabalho desenvolvido no Brasil escape por desinteresse de nossas autoridades.

Uma nova norma da USP impede a produção e distribuição sem o registro na Anvisa, mas a agência diz que o registro de um novo medicamento  deve passar por testes clínicos.

A substância está presente no corpo humano

A substância pode significar mais chances na cura do câncer, pois imita a Fosfoetanolamina presente no corpo humano e sinaliza as células cancerosas para a remoção pelo sistema imunológico. Nos anos 90 a USP-SC sintetizou a substância em laboratório, através da combinação de dois compostos, a monoetanolamina usada em cosméticos e ácido fosfórico, um conservante comum.

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Depois que os testes em ratos mostraram eficiência ao regredir tumores sem prejudicar as células normais  passaram a ser usadas em pacientes. Estas pessoas relataram progressos significativos e mesmo o desaparecimento dos tumores, como o caso da mãe de Carlos Witthoeft, morador de Pomerode, Santa Catarina. Com 82 anos, sua mãe com câncer no útero, não poderia se submeter à quimioterapia devido à idade avançada e a um quadro clínico frágil, entretanto ele diz que em poucos dias usando a cápsula, já era clara sua melhora e em 2 meses estava curada. O tratamento com o este medicamento não é indicado para quem faz quimioterapia por necessitar que o sistema imunológico permaneça intacto.

Mas os resultados o motivaram a produzir e distribuir as cápsulas gratuitamente, e isto o levou após uma “denúncia” a ser preso e aumentar a polêmica que envolve o medicamento.

Entenda as fases para a aprovação

Para que uma substância se torne um medicamento contra o câncer deverá passar por várias fases de testes.

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Em laboratório, se denomina “in vitro”, após isto há a fase chamada “in vivo” que é quando se testa em ratos ou animais.

Passando por estas fases começa a ser estudado em seres humanos e há mais três fases, na primeira fase, doses baixas são administradas para avaliar efeitos tóxicos, e são continuamente aumentadas até se descobrir à dose certa para as pesquisas. Na fase 2, o medicamento é dado para voluntários em doses iguais para medir sua eficácia. E por fim na fase 3 confronta-se a substância com outras já disponíveis.

Então a nova substância está apta para sua aprovação e pode se tornar um medicamento. No Brasil a ANVISA é a responsável.

Chierice e os pesquisadores da USP-São Carlos já afirmaram que a substância foi testada em um #Hospital em Jaú, mas que se faz necessário uma nova unidade de saúde para concluir o estudo e entregá-lo à Anvisa. #Doença