De acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade de Oregon, todas as pessoas têm a sua própria nuvem pessoal microbiana. Conforme a revista Sci-tech-today, que publicou no último dia 23 um artigo sobre esta recente pesquisa, a nuvem é única e diferente para cada pessoa, talvez tão única como uma impressão digital.

Um grande corpo de pesquisadores documentou as diferenças e singularidades fisiológicas das comunidades bacterianas que vivem sobre os seres humanos. A maioria das pesquisas se concentrou em micróbios que vivem no interior do trato digestivo, nos pulmões e na pele.

Em um atual estudo, publicado na revista PeerJ, foi destacado que uma parcela de nossa comunidade coletiva microbiana se transporta por via aérea, bactérias são exaladas pela boca e nariz, micróbios expulsos por gases digestivos e micro-organismos em flocos se formam ao lado das células mortas da pele.

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Ao analisar as nuvens de micróbio pairando sobre 11 indivíduos tomados para teste, os pesquisadores mostraram que as diferenças na combinação de micróbios no ar poderiam ser usadas para identificar uma pessoa que tinha ocupado recentemente um quarto.

Assinaturas Microbianas

"Nós esperávamos ser capazes de detectar o microbioma humano no ar em torno de uma pessoa, mas ficamos surpresos ao descobrir que poderíamos identificar a maioria dos ocupantes apenas por amostragem de sua nuvem microbiana", disse o principal autor do estudo, James F. Prado, em comunicado à imprensa.

Nossas assinaturas microbianas são deixadas em todos os lugares que vamos, e cientistas forenses dos EUA já começam a trabalhar sobre o uso de análise microbiológica para rastrear potenciais suspeitos e identificar os casos de agressão sexual. "Nossos resultados confirmam que um espaço ocupado é microbianamente distinto de um desocupado, e demonstram pela primeira vez que os indivíduos lançam sua própria nuvem microbiana personalizada", concluíram os autores no artigo sobre o assunto.

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Mas as nuvens microbianas não duram para sempre. Quando se misturam muitas pessoas ao mesmo tempo em locais movimentados, fica difícil identificar as assinaturas bacterianas, pois as aproximações podem alterar a composição microbiana do ar. Ainda, as novas descobertas trazem a possibilidade de uma variedade de estudos no seguimento, tanto no domínio da ciência forense ou das doenças infecciosas. #Curiosidades #Medicina #Blasting News Brasil