Um dado curioso e importante foi divulgado no início da semana por meio do site de notícias BBC Brasil. Segundo estudo publicado pela revista científica de #Medicina Lancet, pessoas com altas jornadas de #Trabalho estão mais propensas a sofrerem um derrame. Mais de quinhentos milhões de pessoas foram analisadas em todo o mundo, o que possibilitou os cientistas e pesquisadores a constatarem a evidência deste risco.

No entanto, mesmo com a descoberta da alta probabilidade, os estudiosos do caso ainda não chegaram a uma conclusão final e oficial sobre a ligação que uma coisa tem com a outra. Até então, a explicação mais plausível encontrada pelos cientistas seria o estresse, quase sempre contínuo e extremo, que faz parte da rotina de quem trabalha demais.

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É o que explica o psicólogo Paulo Benevides:

“Tive conhecimento do estudo publicado na revista Lancet e acredito que, mesmo ainda não tendo sido comprovado cientificamente, há sim uma ligação muito grande entre o derrame e uma vida estressada, muito devido ao acúmulo de trabalho. Já tive vários pacientes que melhoraram a qualidade de vida quando optaram por ter apenas um trabalho e não dois, ou até mesmo três, como já tiveram alguns aqui. Viver ocupado demais é, e sempre será, um risco, não apenas de sofrer um derrame, mas também de passar por vários outros problemas de saúde”, afirma Benevides.

Vida Estressada

Mônica Salles, 25 anos, é produtora de jornalismo pela manhã e editora de vídeo à tarde/noite, em dois locais diferentes de trabalho. Por conta da rotina corrida e estressante, ela afirma já ter tido problemas de saúde.

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“Recentemente eu travei após uma discussão no trabalho. Fiquei muito nervosa e de repente senti meu corpo travado, não conseguia mexer nada. Senti falta de ar também e a visão embasada. Foi um desespero só. Meus colegas de trabalho chamaram a SAMU e eu fui levada ao hospital. Ainda na ambulância senti meu corpo voltar ao normal, mas fiquei preocupada”, relata.

Mônica faz parte das pessoas que, segundo o estudo da revista Lancet, correm grande risco de terem um derrame por causa da alta jornada de trabalho. “Depois do ocorrido, eu procurei um psicólogo e ele me sugeriu fazer alguma atividade para me desestressar do trabalho. Ele falou em yoga, natação, ou, até mesmo, uma academia. Eu me interessei, mas o problema é que teria que abrir mão de um dos meus trabalhos, e isso iria comprometer muito a minha renda no final do mês. Não sei o que fazer”, lamenta.

Dinheiro x Saúde

O problema enfrentado por Mônica, e o impasse entre: ter mais trabalho (para ter mais dinheiro), ou ter uma vida saudável, é mais comum do que se imagina.

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No entanto, para Paulo Benevides, a saúde deve estar sempre em primeiro lugar.

“Eu entendo a necessidade das pessoas de terem mais dinheiro, sobretudo, agora, nesse momento de crise econômica no qual vive o país. Contudo, é melhor ter menos dinheiro do que ficar doente ou morrer. Falo sempre isso aqui para meus pacientes. Há momentos em que é preciso ser direto mesmo. Vejo pessoas trabalharem 12 horas por dia porque não querem abrir mão do dinheiro no final do mês, mas é preciso entender que: do que adianta ter dinheiro se não tiver saúde para viver?”, questiona o psicólogo.                                                                       #Curiosidades