As pessoas de todas as culturas em geral buscam por qualidade de vida, saúde abundante e prazer sexual, isto tanto por homens bem como por mulheres. E por falar em mulheres começou a ser comercializado em 17/10/2015 nos EUA a pílula rosa também chamada de "viagra feminino", mesmo com todo o debate caloroso prévio no mundo acadêmico-científico sobre a aplicabilidade e resultados reais do fármaco.

A substância flibanserina potencializa a libido ou desejo sexual no público feminino e agora está disponível nas drogarias norte-americanas com o nome fantasia de Addyi, ou seja, é o primeiro remédio destinado unicamente para as mulheres no que diz respeito à manifestação de apetite sexual por parte das mesmas.

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Embora as pílulas rosas tenham sido apelidadas de viagra feminino, a dinâmica orgânica das mesmas é diferente do equivalente azul masculino. Conforme Sarah Peddicord que é porta-voz da Agência de Alimentos e Remédios (FDA) dos EUA, o "Addyi é uma alternativa de #Tratamento às mulheres pré-menopáusicas com disfunção de desejo sexual hipoativo, já o viagra tem indicação para tratar disfunções eréteis nos homens”. Por isto que o FDA somente em 18/08/2015 homologou o direito à comercialização de flibanserina, tão logo recebeu o aval de um grupo de especialistas em sexualidade e anatomia femininas.

O Addyi recebeu muitas críticas, pois não altera significativamente a performance das mulheres no ato sexual, mas, antes, estimula o desejo sexual dessas mesmas mulheres. Tanto que Adriane Fugh-Berman, professora de Farmacologia da Universidade de Georgetown, entre outros pesquisadores e médicos, fala com veemência de que “não há uma regra cientificamente comprovada entre a atividade e desejos sexuais ou que não há indícios concretos de que a desordem de desejo sexual hipoativo possa ser um quadro de ordem médica”.

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Será que como dizem alguns cientistas, o distúrbio de desejo sexual hipoativo é uma grande estratégia de marketing, na qual os laboratórios e empresas do ramo farmacêutico contribuíram ao desenvolvimento da doença para prescrever quase ao mesmo tempo os remédios solucionadores?

O fato é que a pílula transforma três componentes químicos vitais ao cérebro, fazendo aumentar norepinefrina e a dopamina, e decrescendo a serotonina, o que é a combinação perfeita para o estímulo da libido e aumento do desejo sexual nas mulheres. De acordo com os médicos, o desejo sexual hipoativo deve ser combatido porque este tem a probabilidade de ocasionar "angústia" em determinadas mulheres.

O único ponto em comum tanto dos defensores quanto dos críticos contumazes do novo medicamento feminino é que ambos os grupos estão de acordo para que se alerte sobre a probabilidade da ocorrência de efeitos adversos da pílula rosa como o que ocorre no viagra masculino, a saber: desmaios eventuais e diminuição da pressão arterial, perigos que se multiplicam com a ingestão de álcool e o uso associado de outros fármacos que podem neutralizar ou não a decomposição da flibanserina nos corpos das mulheres.

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#Medicina #Organização Mundial de Saúde