A sonda New Horizons da NASA está revolucionando o que, até então, a humanidade sabia sobre Plutão. Este planeta foi rebaixado à categoria de "planeta anão", em 2006, pela Sociedade Astronômica Internacional, em virtude de seu diminuto tamanho. Com um diâmetro de apenas 2.374 quilômetros, este pequeno mundo possui 5 satélites naturais: Caronte, Nix, Hidra, Cérbero e Estige.

Distante aproximadamente 6 bilhões de quilômetros do Sol, e menor do que nossa Lua, Plutão sempre permaneceu uma incógnita. Para preencher esta lacuna de informações sobre o planeta, a Agência Espacial Americana lançou uma missão em 19 de janeiro de 2006.

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Sob o nome New Horizons, a missão foi concebida, exclusivamente, para estudar Plutão, suas luas e o Cinturão de Kuiper (uma região além de Plutão, com milhares de corpos celestes semelhantes aos cometas).

A sonda somente se aproximou o bastante de seu destino final 9 anos depois de sua partida, em julho de 2015, e, a partir de então, começou a enviar as tão esperadas informações.

Descobertas fascinantes

As novas descobertas e imagens em alta resolução, divulgadas neste mês, são os primeiros registros formais divulgados pela NASA, e mostram que Plutão é realmente único, não se parecendo com qualquer outro mundo.

Sua superfície é bem diversificada, possuindo regiões claras, escuras, crateras e montanhas, como se fosse uma espécie de colcha de retalhos de padrões geológicos distintos, pois apresenta algumas características que até podem ser encontradas em outros lugares do Sistema Solar, como em Marte e em luas de Saturno e Netuno, mas todas reunidas em um único planeta, além de possuir uma crosta de gelo de água.

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O fato que mais surpreendeu os cientistas, no entanto, foi a descoberta de que Plutão, e sua maior lua, Caronte, continuam geologicamente ativos. Até então, os pesquisadores acreditavam que objetos do Cinturão de Kuiper, incluindo Plutão e Caronte, fossem essencialmente mundos frios e mortos. "O sistema de Plutão nos surpreendeu em muitos aspectos, mais notavelmente nos ensinando que os planetas pequenos podem permanecer ativos bilhões de anos após a sua formação", declarou Alan Stern, do Southwest Research Institute (SwRI), que chefia a missão.

A geologia ativa tornou-se bem evidente pela observação de uma região do planeta conhecida informalmente como Sputnik Planum, em formato semelhante ao de um coração. Esta região apresenta uma superfície lisa, que só pode ser explicada se ainda for geologicamente ativa, com processos que suavizam as crateras que são encontradas, por exemplo, em outras partes do planeta.

Segundo os cientistas, Plutão continua ativo por dois motivos: primeiro, pela liberação de calor a partir de elementos radioativos existentes em seu interior; segundo, pelos compostos voláteis (que evaporam com facilidade, tais como metano e monóxido de carbono), presentes em sua superfície e atmosfera.

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Lentidão na obtenção dos dados

O sistema plutoniano está tão distante e a transmissão de dados é tão lenta que o download de uma única foto para os computadores da NASA leva em torno de 4 a 5 horas, mesmo com a informação viajando na velocidade da luz, que é de aproximadamente 300.000 quilômetros por segundo.

Levando estes fatores em conta, a sonda New Horizons ainda vai levar pelo menos mais 16 meses para enviar toda a informação coletada à Terra. #Curiosidades #EUA #Blasting News Brasil