Nenhuma #Doença tem intrigado tanto os cientistas quanto o conjunto de mais de 100 patologias que manifestam células crescendo sem controle e invadindo tecidos e sistemas adjacentes e que posteriormente podem disseminar-se para regiões não próximas ao foco do crescimento caótico ou simplesmente, como são mais conhecidas, os cânceres.

O contexto só trouxe mais foco à decisão de José Renato Nalini, que é o presidente do Tribunal de #Justiça de São Paulo, que reavaliou uma conclusão judicial anterior proibindo a oferta de cápsulas do fármaco fosfoetanolamina sintética para aproximadamente 800 pacientes cancerosos que já tinham liminares que os liberava ao uso do produto sintético.

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O site do TJ-SP publicou em 09/10/2015 a decisão de Nalini em liberar o produto justamente após um dia do Supremo Tribunal Federal (STF) permitir para uma portadora de câncer da cidade do Rio de Janeiro, o uso da substância.

O produto que é fabricado na Universidade de São Paulo (USP) na cidade de São Carlos, interior paulista, teve apóio da continuidade de sua cadeia produtiva devido às ações de pacientes e advogados que iniciaram um movimento de liberação da substância por meio da internet.

O presidente do TJ – SP salienta ainda que "é de responsabilidade da USP e da Fazenda do Estado paulista assegurar a constância do processo de pesquisa e marketing , avisando aos interessados e pacientes da droga, que inexistem registros oficiais da eficácia da substância". Concomitantemente, Nalini diz que fosfoetanolamina não possui registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como fármaco e que até mesmo a USP informou que o consumo da substância ocorre "por conta e risco dos pacientes", mas apesar de tudo isto, não se podem deixar de perceber os testemunhos de pacientes que dizem ter melhorado nos seus quadros clínicos."

Por outro lado, diante do cenário político conturbado e da crise de moralidade pelos quais atravessam os órgãos públicos regulamentadores do Brasil, a Anvisa não tem sido unanimidade diante da opinião pública nacional no que diz respeito a morosidade dos processos, interesses econômicos conflitantes, entre outros possíveis desvios de cidadania.

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A partir de 13/10/2015 os pacientes com liminares judiciais poderão rumar a São Carlos para buscar o medicamento, o que deve estimular a apresentação de outras liminares para a obtenção do remédio. Enfim, se torna notório que o voltar atrás de Nalini, ecoou nas redes sociais, tanto que Augusta Moyses detentora de liminar para conseguir o remédio, publicou que tudo o que está acontecendo, “trata-se de uma vitória da união e da esperança" por dias melhores. #Tratamento