Em matéria recentemente publicada, a Blasting News Brasil informou que a estrela conhecida como KIC 8462852, apresenta um fenômeno estranho: a sua luz, captada pelo Telescópio Kepler, da NASA, sofre reduções periódicas irregulares, chegando a uma assombrosa redução de 22%, fato que até agora não pode ser atribuído satisfatoriamente a nenhuma fonte natural conhecida.

A notável redução temporária de luz indica aos cientistas que algo imenso está passando em frente à estrela, reduzindo seu brilho. A hipótese de que seja alguma coisa possivelmente artificial, construída por uma civilização inteligente extremamente avançada, está sendo levada a sério.

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Agora, o estranho fenômeno chamou a atenção de um observador de peso: o Instituto SETI.

Observando o Universo com radiotelescópios

Fundado em novembro de 1984, o Instituto SETI (Search for Extraterrestrial Inteligence, Busca por Inteligência Extraterrestre, em português) conduz pesquisas científicas no intuito de encontrar vida inteligente pelo Universo, analisando sinais de rádio de baixa frequência e captando-os com telescópios conhecidos como radiotelescópios, que ilustram esta matéria. Uma vez que estes sinais não ocorrem naturalmente, podem ser interpretados como evidência de vida extraterrestre.

Se alguma civilização inteligente existisse, por exemplo, perto da Terra, já saberia da existência da humanidade, pois as transmissões de rádio terrestres também irradiam para todo o espaço, na velocidade da luz (aproximadamente 300.000 quilômetros por segundo).

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Como as primeiras transmissões de rádio foram feitas em 1906, já atingiram aproximadamente 109 anos-luz de distância da Terra, ou a quantia incrível de mais de 1 quatrilhão de quilômetros (o número 1 seguido de 15 zeros).

O SETI está em processo de mudança de seus equipamentos, com a obtenção de receptores mais sensíveis, captando sinais que poderiam ter passado despercebidos até então. O Instituto conseguiu uma verba de 100 milhões de dólares para isto, cedida pelo empresário russo Yuri Milner, juntamente com o renomado físico Stephen Hawking. Até agora, o SETI não conseguiu captar nada conclusivo, que possa ser atribuído sem sombra de dúvida a uma fonte extraterrestre inteligente.

Poucas expectativas

Já aconteceu de o Telescópio Kepler encontrar uma outra estrela que também apresentava redução de brilho muito estranha, mas que foi esclarecida. A estrela KIC 4110611, na verdade, é um conjunto de 5 estrelas que orbitam juntas, uma eclipsando a outra, reduzindo e aumentando a luz total captada.

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O SETI apontou seus instrumentos para a estrela KIC 8462852 nesta última sexta-feira, 16 de outubro, e vem recolhendo dados. "A distância deste sistema é de 1400 anos-luz de distância, por isso, se existem sinais que não pudemos ser capazes de captar, é porque eles são muito fracos.", disse Seth Shostak, astrônomo sênior do Instituto SETI. "Há uma centena de maneiras que você pode bloquear a luz de uma estrela, e quase todas elas envolvem fenômenos naturais: nuvens de poeira, rochas, asteroides. A história nos diz que quando você vê algo incomum, a tendência natural é pensar em alienígenas (...) mas as chances são de que não seja isso.", afirmou Shostak.

Mas e se realmente existir uma civilização extraterrestre vivendo em algum planeta ao redor desta estrela, e seja tão avançada que não utilize mais sinais de rádio? E se essa civilização já emitiu sinais de rádio, em um passado no qual a humanidade não possuía a tecnologia para captá-los?

É esperar para ver. #Curiosidades #EUA