Pesquisadores australianos e dinamarqueses monitoram músculos em atividade física e começam a desenvolver pílula que simula efeitos durante exercícios no corpo humano. Com as pesquisas, o nível molecular ficou realmente conhecido na fibra muscular, segundo o diretor de Departamento de Fisiologia Molecular da Universidade de Copenhague (Dinamarca) Erick Ritcher, que teve suas descobertas publicadas em artigo da BBC Mundo, nesta semana.

Para Rither, a descoberta será de grande serventia para desenvolver a pílula que simula os efeitos do exercício físico, recriando as ações no corpo. O projeto de pesquisa tem colaboração conjunta também do Centro Charles Perkins de Sidney (Austrália).

Publicidade
Publicidade

Para outro pesquisador do projeto, Jorgen Wojtaszewski, a utilidade da "pílula do exercício", como vêm sendo chamada pelos cientistas, poderia auxiliar pessoas acometidas de obesidade mórbida ou problemas de maior gravidade que acarretam a invalidez.

Continuando seus relatos à BBC Mundo, Erik Richter afirma que "as pesquisas estão avançadas", e o foco mais recente é para descobertas que tornarão possível a criação de uma pílula, contudo "tudo depende das próximas pesquisas e do apoio que conseguirmos", conta ele.

Para a equipe de pesquisa da Universidade de Copenhague, os músculos têm mais de mil reações musculares ainda desconhecidas durante as atividades físicas. Os cientistas estão lançando um método avançado de identificação molecular, chamada técnica de espectrometria de massas, que consiste em monitorar homens saudáveis por meio de biópsias moleculares.

Publicidade

No caso do projeto em si, foram utilizadas amostras de quatro homens durante a realização de atividades físicas por um período de 10 minutos, coletando antes e depois desses exercícios.

"Os experimentos continuam", segundo o diretor do Departamento de Copenhague. A próxima descoberta será quais das moléculas são de maior relevância na relação aos exercícios e à saúde. "Para isso estamos realizando experiências com animais geneticamente modicados em colaboração com a Universidade de Sydney", finaliza Richter.

Em nota, a especialista em saúde do esporte Carla Diez afirma que haveria vantagens para pessoas com graves problemas de mobilidade e tetraplegia com esse método de tratamento muscular, com ressalvas na mensagem à ser difundida para não colaborar com o sedentarismo e obesidade, afirma. #Curiosidades #Medicina