Embora minúsculo, o cérebro de um pombo revelou ter uma capacidade fantástica. Pesquisas realizadas na Universidade da Califórnia mostram como pombos podem auxiliar na detecção do câncer de mama em mamografias e imagens digitalizadas. O estudo foi liderado pelo professor Richard Levenson e apontaram que o nível de precisão nos testes chegou, progressivamente, a 99%.

Durante as pesquisas, as aves foram treinadas para distinguir tecido saudáveis e doentes em imagens coloridas e em branco e preto. Se acertassem, recebiam comida como recompensa e, se errassem, continuavam vendo imagens. Novas imagens eram intercaladas para que as aves não identificassem por memorização.

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Após duas semanas de treinamento, eles atingiram 85% de precisão.

"Os pombos podem distinguir identidades e expressões emocionais em faces humanas, letras do alfabeto, cápsulas farmacêuticas deformadas, e até mesmo pinturas de Monet e Picasso", disse o professor Edward Wasserman, da Universidade de Iowa, co-autor do estudo. "Sua capacidade de memória visual é realmente impressionante, com uma memorização comprovada de mais de 1.800 imagens." Dadas essas habilidades, os cientistas começaram a pensar o quão bem pombos se sairiam em testes de patologia.

Nas mamografias, eles se saíram bem quando lhe pediram para detectar "microcalcificações", pequenos depósitos que podem sugerir um crescimento pré-canceroso. O estudo foi publicado no dia 18 de novembro na revista PLOS ONE. 

Outros estudos para diagnósticos aparentemente bizarros incluem cães farejando vários tipos de câncer, e ratos africanos ajudando a detectar tuberculose.

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"Nós ainda não estamos propondo tal papel para pombos", escrevem os autores. Mas os pássaros podem ser capazes de ajudar os investigadores e engenheiros no desenvolvimento de ferramentas de diagnóstico de câncer à base de imagem. Essas ferramentas têm de ser validada por médicos treinados, para garantir a qualidade e confiabilidade. Este é um processo demorado e caro, no qual o pombo comum pode ser capaz de ajudar no futuro. #Curiosidades #Medicina