Em Cleveland, Estados Unidos, seis médicos fizeram uma experiência inédita: retiraram o útero de uma paciente morta que desejava ser doadora, junto com os órgãos a serem enviados para transplante. Os cirurgiões da Clinic Cleveland pretendem ser ser os primeiros a transplantar um útero nos Estados Unidos, o que permitiria que mulheres inférteis engravidassem. Diferente do transplante de outros órgãos, o procedimento seria temporário: o órgão seria removido após a paciente dar à luz ao bebê. 

As beneficiadas por esse transplante serão mulheres que nasceram sem útero ou precisaram retirá-lo. Se o procedimento for bem sucedido, estima-se que cerca de 50 mil mulheres americanas estariam aptas ao transplante.

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Porém, como toda intervenção cirúrgica, existe riscos: além de ter que se submeter à uma cirurgia complexa, a gestação será considerada de risco. Pois, a paciente precisará tomar as drogas anti-rejeição durante a gravidez. 

Oito mulheres já estão em processo de triagem. Uma delas tem 26 anos, casada e com dois filhos adotivos, mais ainda sonha com a emoção da gravidez:" Eu imploro por essa experiência. Quero ter dores nas costas, inchaço nas pernas, sentir o bebê mexer. Sonho com isso desde sempre" diz uma das voluntárias. Aos 16 anos, ela ainda não menstruava. Ao procurar ajuda médica; exames detectaram que ela nasceu sem o útero. Essa anomalia afeta uma em cada 4.500 meninas recém-nascidas.

O hospital planeja realizar 10 cirurgias de teste e mediante os resultados, implantar o procedimento definitivamente.

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Na Suécia, o transplante já foi realizado com sucesso; porém com órgãos de doadoras vivas. Nove mulheres fizeram a cirurgia,  e quatro delas conseguiram ter filhos saudáveis. Duas precisaram retirar o útero por causa de infecções. 

Para se tornar uma das beneficiadas,  há exigências. É necessário estar em um relacionamento sério, ter ovários saudáveis e ter acompanhamento psicológico. 

A gravidez não seria por métodos naturais; as trompas de falópios da paciente não seriam ligados ao útero transplantado. Elas irão passar por um processo de fertilização in vitro. Receberão doses de hormônios para estimular a produção de óvulos, que seriam retirados, fertilizados com o esperma do parceiro da paciente e depois, congelados. 

Depois que o útero for transplantado, a paciente terá que ficar um ano tomando as drogas anti-rejeição. No fim dos 12 meses os médicos implantarão os óvulos congelados no útero transplantado.

A criança viria ao mundo por cesariana, para proteger o útero, que só poderá ser usado por no máximo duas gestações.  #Curiosidades #Medicina