Alzheimer é uma #Doença degenerativa progressiva do cérebro,  geralmente acomete pessoas com idade acima de 60 anos, mas o Alzheimer precoce pode desenvolver aos 44 anos de idade. Na cidade de Yarumal, na Colômbia, 50% da população tem Alzheimer com idade entre 30 anos e 70 anos. O Alzheimer é responsável por mais de 60% dos casos de demência que afeta os idosos. 

No Alzheimer, os neurônios e suas conexões morrem, causando o declínio das funções mentais. Seus sintomas são alterações na memória (esquecimentos constantes), alterações cognitivas (raciocínio lógico, linguagem, escrita e organização de pensamentos) e alterações de comportamentos (alucinações e agitações).

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Acredita-se que o acúmulo de uma proteína chamada beta-amiloide no cérebro seja responsável pela doença. Não há cura, por isso é importante o diagnóstico precoce para conseguir preservar as capacidades intelectuais por mais tempo.

Na cidade de Yarumal, na Colômbia, uma família (clã de 5 mil pessoas) está colaborando para uma pesquisa científica. Eles se transformaram em laboratório natural para que os cientistas entendam o porque 50% da população tem a doença, com início em diferentes idades.

Cientistas descobriram que esta família é descendente de um conquistador espanhol que, no século 17, introduziu uma variante genética responsável pelo aparecimento da doença de Alzheimer. Após anos de pesquisas, os cientistas descobriram uma rede de genes e suas mutações, no total nove mutações; algumas aceleram o desenvolvimento da doença e outras atrasam os sintomas do Alzheimer.

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Cientistas envolvidos no caso acreditam que a descoberta desse gene, chamado E280A, pode atrasar o início da doença em até 17 anos. É uma mutação do gene apolipoproteína (APOE), gene responsável por nos proteger contra o desenvolvimento de placas que cheguem ao cérebro.

O pesquisador Mauricio Arcos-Burgos, professor associado da Universidade Nacional Australiana (ANU, na sigla em inglês), é o principal do caso. Ele espera desenvolver um medicamento que tenha o mesmo efeito do gene e retarde os sintomas da doença de Alzheimer.

Mauricio Arcos-Burgos acredita que, se conseguirem desenvolver esta medicação para atrasar o aparecimento da doença, já será uma grande conquista, pois vários testes para a cura realizados anteriormente não tiveram sucesso. #Medicina #Tratamento