De acordo com a geografia, o planeta terra é uma esfera deformada nos polos, possui uma crosta terrestre fina, comparada ao diâmetro de 12.742 km, e que, abaixo disso, há o núcleo, composto principalmente de ferro e níquel, em estado líquido, com temperatura que pode chegar a até 5000° C. 

Em 2008, um grupo de pesquisadores canadenses estiveram no Brasil, no município de Juína, Mato Grosso, e compraram uma pedra que supunham ser um diamante. Essa pedra foi comprada de garimpeiros, que explicaram sobre a origem da pedra, encontrada em um leito de rio raso. Os diamantes também podem ser encontrados em rochas, nas proximidades dos vulcões, após terem sido expulsos juntamente com a larva.

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A pedra foi levada para estudo e foi constatado que a mesma era formada por um mineral que envolvia o diamante, conhecido como ringwoodite, achado principalmente em meteoritos, mas não encontrado na superfície da Terra, sendo que esse mineral é muito conhecido pela capacidade de reter água

Aos poucos, o ringwoodite começou a mudar o rumo da pesquisa. A maioria dos diamantes são formados em profundidades de 150 a 200 km abaixo da superfície, mas os chamados diamantes ultra profundos são formados na região do manto, conhecida como zona de transição, em profundidades de 410 a 660 km.

A zona de transição é muito conhecida pelos mineralogistas, eles sabem que essa zona é composta, principalmente, do mineral ringwoodite. Os pesquisadores então avaliaram a quantidade de água retida no mineral e concluíram que ele pode armazenar até 1% do seu peso em água, ou seja, para cada 100 kg de mineral, há 1 kg de água.

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A quantidade de água pode ser calculada a partir da quantidade de mineral ringwoodite presente na zona de transição.

Depois de relutar por anos em aceitar essa descoberta, a comunidade científica finalmente revelou que a quantidade de água encontrada na região de transição é superior a 3 vezes o volume de água de todos os oceanos.

O estudo foi publicado na conceituada revista Nature. O autor, o canadense Graham Pearson, membro da Universidade de Alberta, Canadá, revela que "isto fornece confirmações extremamente fortes que existem manchas molhadas nas profundezas da terra". #Natureza #Curiosidades