Cirurgias conservadoras de mama para pacientes com câncer de mama apresentam melhores resultados que mastectomia, segundo pesquisa. Talvez devido ao fato da radioterapia ser um procedimento padrão após cirurgias que preservam os seios.

Mulheres que tiveram câncer de mama e submeteram-se à mastectomia possuem taxa de mortalidade maior que àquelas que não removeram os seios. É uma diferença superior a 20% (vinte por cento), segundo o Centro de Pesquisa Integrado do Câncer dos Países Baixos em cooperação com o hospital Antoni van Leeuwenhoek.

Para esta pesquisa, foram utilizados dados médicos de todas as mulheres dos Países Baixos que foram afetadas pelo câncer de mama.

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No grupo de mulheres que sofreram cirurgias conservadoras de mamas com radioterapia, 76.8% estão vivas após dez anos. Dentre as pacientes que sofreram amputação de mama, após o mesmo período, 59.7% estão vivas.

Radioterapia não é procedimento padrão

A diferença é provavelmente devido à radioterapia, que é sempre utilizada nas mulheres após cirurgias conservadoras de mama, suspeitam os pesquisadores. “Parece que a radioterapia faz a diferença”, diz Sabine Siesling, da Universidade de Twente. Radioterapia após amputação não é um procedimento padrão. Mulheres com tumores menores que dois centímetros e nenhum outro fator de risco não recebem radioterapia.

Pesquisas futuras

Pesquisas futuras serão feitas para verificar se a diferença na mortalidade é causada pela radioterapia. E para ver se há necessidade da radioterapia como um procedimento padrão após mastectomia, a fim de prevenir quaisquer futuras metástases.

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Linn afirma: “Nos dados que foram coletados não pode ser lido qual foi a razão da escolha entre cirurgia conservadora de mama e mastectomia. Pode ser que algumas mulheres tiveram uma forma agressiva de câncer de mama”.

Os estudos revelam – o mais importante, segundo Linn – é que cirurgias conservadoras de mama são seguras. Muitas pacientes pensam que se elas se submeterem a essa cirurgia, correm mais riscos. “O que podemos afirmar a partir de agora é que não é menos segura”, diz.

Em alguns casos, mulheres fazem suas próprias escolhas pela amputação, diz Siesling. “Isso pode ser, por exemplo, por causa de sua situação em casa que não permite. Radioterapia é muito estressante: significa que você precisa ir a uma clínica diariamente, por exemplo. Isso pode ser difícil quando alguém tem crianças pequenas, ou um emprego.

Segundo a pesquisa, uma em sete mulheres desenvolverá câncer de mama no futuro. A portuguesa Sofia Ribeiro anunciou na dia 24 novembro, que está sofrendo com um câncer de mama. Pesquisas e estudos são feitos em todo mundo visando novos tratamento para curar o câncer#Medicina #Doença