Pesquisadores da Epagri (Universidade Federal de Santa Catarina) descobriram no litoral catarinense uma pequena planta capaz de substituir o principal vilão da hipertensão arterial. Diferente do sal de cozinha, o sal verde extraído da planta Sarcocornia ambígua, apresenta em sua fórmula três vezes menos cloreto de sódio, além disso a substância evita o envelhecimento precoce das células e combate o colesterol e até mesmo alguns tumores. Agora os pesquisadores estudam uma forma de como produzir a substância em grande escala.

A planta foi descoberta na cidade de Palhoça -SC, pela bióloga Cecilia Cipriano Osaida há 10 anos.

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O trabalho de pesquisa começou em parceira com o pesquisador da Epagri, Amaury Silva Júnior. Ambos começaram os estudos fazendo expedições a cidade para a coleta do material.

Certo dia quando estavam caminhando na praia, uma pequena planta chamou-lhes a atenção. O que parecia ser um cactus estava dentro da água lembra a bióloga. A planta teria sido encontrada no bairro Barra do Aririú, na cidade de Palhoça, região próxima a grande Florianópolis. Hoje a planta está quase em extinção devido a ação do homem com aterramentos entre outros. Há  indícios da planta na região de São Francisco do Sul e Rio Grande do Sul, o que leva os pesquisadores a acreditar de que a planta esteja presente em todo litoral brasileiro.

De acordo com as pesquisas, o pó verde da Sarcocornia apresenta diversos benefícios para o nosso organismo entre eles destacam-se,

  • O controle do colesterol;
  • Diminuição do açúcar no sangue;
  • Fortalecimento do sistema imunológico;
  • Controle das inflamações;
  • Combate da  artrite, artrose e reumatismo;
  • Combate a hipertensão;
  • Auxilia na produção do colágeno combatendo os radicais livres;
  • É fonte inesgotável de antioxidantes naturais.

Segundo a bióloga o fato da planta estar presente em regiões de mangue e mar.

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Pode-se explicar a origem do pó salgado que é extraído da planta. Agora os próximos passos serão desenvolver um protocolo de cultivo.

Alexandre Visconti, pesquisador do projeto Flora Catarinense que trabalha na Estação Experimental da Epagri em Itajaí. Diz que já foram realizados diversos estudos sobre a planta, os quais mostram-se bastante promissores, principalmente pela baixa concentração de sódio e de potássio encontrados na planta.

Agora o próximo desfio é onde e como cultivar a espécie para uma produção em grande escala. Para assim poder atender toda a escala comercial e chegar ao mercado consumidor. #Entretenimento #Curiosidades #Doença