Pode imaginar uma criança de 4 anos com suas brincadeiras, seus hábitos e gostos? Ou seja, a vida dela está voltada unicamente para a diversão, querendo imitar geralmente seu super-herói preferido. Às vezes quer ser o Batman, o Homem Aranha, Super-Homem ou Mulher Maravilha. Mas há crianças que são chamadas de “especiais” porque sofreram doenças ou acidentes graves que deixaram sequela, tal como a perda de um membro do corpo. Por outro lado, não é por isso que elas se deixam desanimar, pois, junto com suas famílias, enfrentam e contornam com bravura tudo isso. 

Pensando nessas crianças e a acessibilidades delas ao meio em que estão inseridas, uma ONG internacional chamada E-Nabling the Future (Estimulando o Futuro) está tendo sucesso em auxiliar a contornar essas situações adversas.

Publicidade
Publicidade

Trata-se de uma organização que tem colaboradores no mundo inteiro e fabrica próteses, mediante a técnica revolucionária do uso de impressoras 3D. 

Mas o melhor de tudo isto é que o material utilizado como matéria-prima para as próteses é muito acessível, na sua maior parte feito de plástico. Além do preço mais em conta, outro fator de sucesso é que as próteses são feitas em várias cores e algumas imitando não só a tonalidade, mas lembrando o formato dos super-heróis da ficção, o que faz a maior propaganda com a criançada. 

O prazer maior, segundo os mesmos voluntários que trabalham na ONG em questão e outras, é ver a alegria contagiante das crianças utilizando as próteses que eles ajudaram a construir. “Se transforma em algo que não tem preço”, afirmam.

Por exemplo, aqui mesmo no Brasil, 20 pessoas já receberam essas próteses e centenas pelo mundo fora.

Publicidade

A procura por esse produto está aumentando porque, se comparado às próteses originais, a relação custo e benefício é bem mais em conta, uma vez que pode se economizar milhares de reais na aquisição das próteses feitas em impressoras 3D. A fase de adaptação também tem se revelado muito mais rápida e fácil, proporcionando que não só a criança, mas também suas famílias tenham uma vida “normal”. 

O processo em si começa quando são enviadas as medidas corporais da criança que não tem um determinado membro para o fabricante. De posse dessas informações, o novo membro é configurado e a impressora fabrica parte por parte, peça por peça. Após o término dessa fase, vem a montagem e o processo como um todo, que dura aproximadamente de três a quatro dias. 

A fase de adaptação é ainda mais rápida, pois os sensores neuromusculares colocados junto a pele percebem os movimentos que a criança pretende executar ao contrair os músculos. A grande conclusão de tudo isso é que a tecnologia pode humanizar e trazer um pouco mais de amor e alegria às crianças que estão começando a vida agora. #Inovação #Medicina