Nos últimos anos, tem-se observado um aumento na disseminação de doenças emergentes, como, por exemplo, influenza, febre do chikungunya e o ebola, assim como a reemergência de outras, como o sarampo. Esse padrão pode ser influenciado por uma associação e diversos fatores, entre os quais, a crescente mobilidade de pessoas através de fronteiras nacionais e internacionais.

Com os eventos de massa internacionais ocorridos no Brasil, ampliou-se o fluxo de pessoas e agentes de doenças transmissíveis. Em fevereiro de 2015, sete meses após a Copa do Mundo, a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde passou a monitorar o registro de casos de síndrome exantemática indeterminada no Nordeste do Brasil.

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Os casos apresentavam exantema maculopapular, prurido e febre baixa ou ausência de febre, podendo cursar com cefaléia, hiperemia conjuntival, dor e edema nos punhos e tornozelos. Segundo as características clínicas apresentadas, as principais hipóteses consideradas foram: dengue, rubéola, parvovírus B19, chikungunya, sarampo, outros arbovírus e enterovírus. Entre os arbovírus investigados, está o ZIKA vírus.

Apesar de existirem relatos de transmissão ocupacional, perinatal e sexual do ZIKA, para fins de ações de prevenção e controle da #Doença, considera-se que o principal modo de transmissão seja vetorial.

A febre pelo ZIKA é uma doença febril aguda, que via de regra não se associa a complicações graves, sem registro de mortes e com baixa taxa de hospitalização. Quando sintomática, causa febre baixa, exantema maculopapular, artralgia, mialgia, cefaléia, hiperemia conjuntival e, menos frequentemente, edema, opiniática, tosse seca e alterações gastrointestinais, principalmente vômitos.

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Em geral, o desaparecimento dos sintomas ocorre entre 3 e 7 dias após seu início. Recentemente, foi observada uma possível correlação entre a infecção pelo ZIKA e a Síndrome de Guillan-Barré, em locais com circulação simultânea do vírus da dengue.

O tratamento recomendado é paracetamol ou dipirona para o controle da febre e manejo da dor. No caso de erupções pruriginosas, os anti-histamínicos podem ser considerados. Não se recomenda o uso de AAS e outros anti-inflamatórios em função do risco aumentado de complicações hemorrágicas descritas nas infecções de outros flavivírus.

Os principais vetores para o ZIKA são os mosquitos do gênero Aedes. Por isso a importância do uso de repelentes, roupas que cubram todo o corpo, mosquiteiros e telas de proteção contra insetos nas janelas das casas. Também é recomendável evitar o acúmulo de água parada em recipientes destampados, onde o mosquito se reproduz.

Já para combater o mosquito adulto, é importante o uso de inseticida através do fumacê. #Dicas #Medicina