No ano de 2015, o Ceará foi o Estado com maior número de transplantes de órgãos realizados, maior até que 1997, ano em que a Central de Transplantes do Estado foi criada. Foram realizados 1.409 transplantes de órgãos e tecidos, ultrapassando a quantidade do ano de 2014, no qual o total de transplantes chegou a 1.399. O número de transplantes de córnea, fígado e medula óssea também aumentaram, faltando apenas três dias para o ano terminar.

Em 2014, os transplantes de órgãos mais realizados foram de coração, rim/pâncreas e valva cardíaca. No Ceará, em 2015, foram realizados no total, 262 transplantes de rim, seis de rim/pâncreas, 24 de coração, 197 de fígado, 4 de pulmão, 76 de medula óssea (66 autólogos e 10 alogênicos), 814 de córnea, 14 de esclera e 12 de valva cardíaca.

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De acordo com as 44% de pessoas entrevistadas pela Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos e Tecidos (ABTO), o maior obstáculo enfrentado para a realização de transplantes de órgãos é a recusa familiar.  Durante o mês de janeiro a junho desse ano, o Estado do Ceará registrou 64 recusas familiares em 150 entrevistas para a captação de doadores de órgãos e tecidos realizados no Estado. Entre janeiro a setembro de 2015, o Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), identificou uma tendência ao aumento dos transplantes no segundo semestre. Durante o ano de 2015, foram entrevistados 270 potenciais doadores. Dos 84 doadores foram efetivos, e 77 deles tiveram os órgãos transplantados.

Entre os meses de julho a setembro de 2015, foi registrado o maior índice de transplantes de órgãos, 408 apenas neste ano e 347 em 2014. O Estado do Ceará vem registrando recordes de transplantes a cada ano e que vem se superando desde o ano de 2007, exceto em relação ao ano de 2012.

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Desde o ano de 2011 foram realizados mais de mil transplantes de órgãos por ano. Por consequência dos transplantes de medula óssea, pâncreas, valva cardíaca, esclera e pulmão, nos anos de 2008, 2009 e em 2011, surgiram mudanças nos tipos de procedimentos feitos pelo Estado.

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