A divulgação do combate ao mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, da febre chikungunya e do Zika Vírus, tem ganhado bastante destaque na mídia recentemente. A tática para diminuir os focos de reprodução do mosquito passa principalmente pela busca dos pontos que contém água parada e aplicação de inseticidas. 

O combate é sempre feito pelo método tradicional, com pouca troca de informações entre as cidades, que tem algum sucesso na redução dos índices de reprodução do mosquito. Em algumas cidades, a reprodução de larvas está sendo combatida com sucesso pelo uso de pequenos peixes que se alimentam das larvas, os peixes larvófagos.

Publicidade
Publicidade

Um pequeno município de Pernambuco, a cidade de Riacho das Almas, com 19 mil habitantes, reduziu em 75% os focos de reprodução do mosquito. A cidade não usa exército, nem larvicidas ou carros para fumegar os focos. Os soldados desta batalha são os peixes guarus, que vivem em abundância nos açudes da região. Em apenas 37 dias, o índice de infestação baixou de 7,9% para 1,9%. 

Outro município de Pernambuco, a cidade de Itapetim, com 14 mil habitantes, usa como soldados da #Dengue as piabas. Faz quatro anos que a população está sem água nas torneiras. A cidade recebe água por caixas d'água, que estão espalhadas pelas ruas. Os peixes são introduzidos nos reservatórios e quando o nível está para ser reposto eles são retirados, devido ao cloro usado para tratar a água.

Após 5 horas, os peixes são devolvidos aos reservatórios.

Publicidade

Esse cuidado evita a morte dos peixes pelo cloro. O índice de infestação de Itapetim já chegou a 13%, o mais alto do estado. Com o uso dos peixes, o índice foi reduzido e atualmente está em 2,4%, mas já havia chegado a 1,2%. 

Há também casos de sucesso com o uso de peixes em outras cidades, tais como: Alfenas, Uberlândia e Uberaba (MG), Caruaru (PE), São José do Rio Preto (SP), dentre outras. Cada cidade usa o peixe mais apropriado para a sua região. Existem até 250 espécies de peixes larvófagos, com potencial de uso para comer até 100 larvas diárias do mosquito Aedes Aegypti.

O uso de pequenos peixes para estas cidades tem sido um excelente aliado natural, reduzindo os índices de proliferação das larvas do mosquito. #Natureza #Doença