A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a venda de, pelo menos, três medicamentos genéricos do laboratório paranaense Prati Donaduzzi e recomenda a não utilização dos mesmos até que tudo seja esclarecido. A empresa fez alterações no método de produção sem notificar as mudanças à agência reguladora. Mas, em nota, afirmou que os medicamentos atendem perfeitamente aos padrões de qualidade e eficácia.

Para a Anvisa, há lotes sendo comercializados em condições desconhecidas. Portanto, estão suspensos dois anti-inflamatórios, ambos de 50 mg e de suspensão oral (nimesulida e diclofenaco sódico), por apresentarem irregularidades na produção e não possuírem especificação de data.

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Isso inclui todo lote do diclofenaco sódico, produzido até 19 de outubro de 2015. De acordo com a agência reguladora, o antibiótico (estolato de eritromicina) também deve sair de circulação, por razões semelhantes.

Nos próximos dias, o estoque desses remédios deverão ser recolhidos. Nem a Anvisa nem a Prati forneceram detalhes de como essas alterações podem afetar os consumidores. No entanto, a empresa deixou claro que a intenção das mudanças está relacionada à modernização de seu parque fabril e processo de produção, com equipamentos altamente tecnológicos, disponíveis no mercado mundial.

Alta de preços

Com esses genéricos fora de circulação, o bolso do consumidor pode sofrer com isso, uma vez que a diferença de preços com o medicamento de referência, por exemplo, chega a 700%, em algumas capitais brasileiras.

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O levantamento é do Instituto de Ciências Tecnológicas e Qualidade Industrial (ICTQ), que avaliou 433 estabelecimentos em 18 estados.

Para se ter uma ideia, em Belém (PA), a cartela de Nimesulida é vendida por R$ 33,80 e o genérico sai por R$ 4,40. Ou seja, 200% de diferença. O pesquisador Marcus Vinícius de Andrade, responsável pelo estudo, destaca que a precificação tem a ver com as negociações das distribuidoras e poder de compra dos consumidores. Ou seja, leva-se em consideração o perfil do estabelecimento, impostos e logística. #Medicina #Organização Mundial de Saúde